Juízes tocantinenses debatem política judiciária de atenção às pessoas em situação de rua em evento em PE

Divulgação
Programação do curso “Pop Rua JUD: Inovação Social e Acesso à Justiça”, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Recife (PE)

A juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Rosa Maria Gazire Rossi; e o juiz José Maria Lima, representando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), participam dos debates sobre a política estadual judiciária de atenção às pessoas em situação de rua e suas interseccionalidades durante o curso “Pop Rua JUD: Inovação Social e Acesso à Justiça”, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o TRE de Pernambuco. O evento começou nesta segunda-feira (27/3) e segue até esta quarta (29), na Escola Judicial (Esmape) do Tribunal de Justiça pernabucano (TJPE), em Recife (PE).

Segundo a juíza Rosa Maria Rossi, a implementação da resolução do CNJ Nº 425/2021 exige união de seres humanos munidos de fraternidade, amor, alteridade e empatia “para ser ponte entre aqueles invisíveis em situação de miséria extrema e as políticas públicas de estado”, disse, destacando que cabe ao Poder Judiciário, membro da rede interinstitucional, dar concretude ao acesso à Justiça, por meio de um trabalho pleno de acolhimento, na prática, da população vulnerável.

Para tanto, o CNJ reuniu representantes de vários órgãos e instituições para que sejam trabalhadas teoria e prática, a partir do processo de ouvir com atenção os vários representantes do movimento de população de rua presentes. “A hipervulnerabilidade foi o objeto dessa capacitação plena, momento ímpar de compartilhamento de histórias de vidas dessas pessoas que estão em situação de rua, porque é preciso centralizar nelas, como atores principais. E nós escutarmos suas dores e necessidades com empatia, em busca de soluções, de forma que não violemos mais a dignidade humana dessas pessoas”, enfatizou.

Tudo feito com muito respeito e com olhar de empatia e de amor, conforme a juíza. “É um trabalho de seres humanos para humanos”, frisou, citando um poema que chamou a atenção: “Direitos humanos ou humanos em direitos”.

“Inclusive, nesses dias, nós tivemos a oportunidade de conviver com vários deles, de perceber que a mínima representação ou ausência feminina no movimento de população de rua é marcada pelo sentimento de medo e preconceito”, disse a magistrada, acrescentando que é preciso educação, formação e consciência racial, “porque é um trabalho que envolve a interseccionalidade, seja de gênero, raça...”.

O evento reúne representantes de segmentos diversos da Justiça e do sistema de Justiça. “Todos com um único objetivo: inovação social para permitir o acesso à justiça a essas pessoas também”, concluiu a juíza.

 

Programação

Nesta terça-feira (28/3), o curso conta palestra, espaço voltado para o Pitch Serviços do Grupo Interinstitucional de Atendimento à População em Situação de Rua (PSR), espaço voltado ao tema Compreender para executar: estruturando dados coletados, e apresentação dos cases de Inovação Social, seguindo a temática Desenvolvendo a formação de redes interinstitucionais de atuação conjunta para atendimento pleno, célere, humano e desburocratizado das pessoas em situação de rua, entre outras ações.

Na quarta, na programação, haverá espaço reservado para orientações finais e realização de um mutirão. A atividade terá como foco uma relevante ação de cidadania voltada à população em situação de rua com a presença dos participantes.

A aula magna do curso, realizada nesta segunda, foi ministrada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca, que tratou sobre o tema “Fraternidade, Vulnerabilidade e Acesso à Justiça”. No primeiro dia do evento também foi realizado um Mini talk, com o tema “Mais que pão, direitos!”. Houve ainda apresentação de eixos temáticos para oficinas. Entre os temas, destaque para Direito de existir; Acesso à Justiça; Medidas em procedimentos criminais; Pop Rua JUD Crianças e adolescentes, LGBTQIA+, Idosos, Mulheres, Racismo estrutural; Gestão/governança e parcerias.


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.