Ações nas prisões e prorrogação do Justiça Presente marcam 1ª reunião do GMF-TO sob supervisão da desembargadora Maysa

As ações e desafios para minimizar os problemas nas prisões do Estado em virtude da pandemia da Covid-19 e a gestão a ser feita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para prorrogar o Programa Justiça Presente marcaram a primeira reunião dos juízes membros com a desembargadora Maysa Vendramini Rosal, agora a nova supervisora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Estado do Tocantins (GMF-TO).

Coordenador do GMF-TO, o juiz Jordan Jardim  lembrou que, mesmo em meio a dificuldades provocadas pelo novo coronavírus e pelas demandas geradas a partir da implantação do  Sistema Eletrônico de Execução Unificada (SEEU), houve avanços importantes no Plano de Ação do GMF e que a participação da desembargadora Maysa contribuirá para agilizá-lo. 

Sistema prisional

Questionado pela desembargadora Maysa Vendramini acerca do quadro atual do sistema prisional tocantinense, o juiz Jordan Jardim informou que o cenário mais preocupante ocorre nas unidades prisionais de Guaraí e Ananás, nas quais a Secretaria Estadual de Cidadania e Justiça (Secijus) suspendeu o ingresso de presos, implantou o isolamento e os que apresentam sintomas leves estão em tratamento, com o juiz responsável informando imediatamente sobre os casos para tomar as providências que achar necessárias. As medidas adotadas teriam agradado aos juízes, garantiu o coordenador do GMF-TO.

Presídio em Gurupi

Durante a videoconferência, realizada na última segunda-feira (27/7), o juiz Jordan Jardim estimou em cerca de 4 mil presos para 2 mil vagas nas unidades prisionais hoje, no Tocantins. Para o magistrado, uma das saídas para evitar a superpopulação seria a inauguração do presídio de Gurupi, visto que hoje o Estado está em um quadro razoável frente ao que ocorre em nível nacional.

O juiz Jordan Jardim lembrou ainda que o presídio só não foi inaugurado em virtude de pandemia, mas que o Seciju vem tentando abri-lo mesmo sem inauguração no sentido de reduzir a aglomeração do sistema prisional, alertando, porém, que a diretora que a diretora da instituição não aceitará presos infectados pelo coronavírus. 

A par das informações, a desembargadora Maysa Vendramini reforçou que o objetivo é disponibilizar vagas, o mais rápido possível, para evitar a superlotação. Ainda sobre o presídio de Gurupi, o juiz Jordan Jardim lembrou que foi discutida a  transferência de presos que iriam para Gurupi, com aplicação de testes da Covid-19. Entretanto, ponderou que ainda não se sabe se haverá oposição da diretora mesmo com essas precauções. 

Justiça Presente

O Programa Justiça Presente foi outro ponto importante da pauta da reunião virtual, da qual participaram ainda os juízes Allan Ferreira Martins, Ricardo Gagliardi e Océlio Nobre (juiz auxiliar da Presidência) e da chefe de gabinete da desembargadora, Lívia Guimarães, com destaque para o Escritório Social, cuja missão será o acolhimento e encaminhamentos das pessoas egressas do sistema prisional e seus familiares para as políticas públicas existentes. Também integrante da equipe de membros do GMF-TO, a juíza Renata do Nascimento e Silva não pode participar do encontro virtual em razão de estar em audiência.

As obras do Escritório Social, que estão avançadas e com previsão de inauguração em no máximo em dois meses, têm a participação dos servidores do Programa Justiça Presente do CNJ, Mariana  Leiras ((Pnud/CNJ) e César Gustavo Moraes Ramos (UNODC/CNJ). Enquanto Mariana é a coordenadora estadual do programa e ligada diretamente ao Escritório Social, um dos eixos do programa, César está focado na assessoria técnica relacionada às audiências de custódia. 

Ainda sobre o Escritório Social, o juiz Océlio Nobre, lembrou que, na sua inauguração, está prevista a presença de várias autoridades, entre as quais a do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Dias Toffoli, ocasião em que a continuidade do Programa Justiça Presente poderá ser defendida. Na oportunidade, Lívia Guimarães sugeriu que o CNJ seja comunicado formalmente sobre a importância da manutenção do programa no âmbito do Judiciário tocantinense. Proposta que foi aceita pela desembargadora Maysa.  

Justiça Presente nas comarcas

Na videoconferência, que teve ainda a participação de Poliano Coelho Mendes, servidor cedido ao TJTO, o juiz Jordan Jardim elogiou o trabalho de Mariana e César, afirmando que o conhecimento técnico deles resultou em um grande salto na implementação de diversas ações do programa, fruto da parceria com o CNJ. 

A mesma avaliação foi feita pelo juiz Allan Martins Ferreira, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Porto Nacional, que sugeriu a prorrogação da cessão dos dois técnicos ao TJTO e ainda que a metodologia do programa seja replicada nas comarcas maiores com o objetivo de auxiliá-las a resolver os problemas nas pautas diárias, especialmente as relacionadas ao reingresso dos presos na sociedade. A sugestão recebeu o aval da desembargadora Maysa Vendramini Rosal.

Texto: Marcelo Santos Cardoso / Fotos: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.