Webinário esclarece regras e desafios do teletrabalho no Judiciário Tocantinense

A imagem mostra a captura de tela da reunião virtual do Webinário "Entendendo o Teletrabalho no TJTO", mostrando uma grade com diversos participantes conectados por videoconferência.

O teletrabalho já faz parte da rotina de diferentes unidades do Poder Judiciário Tocantinense (PJTO), mas ainda levanta dúvidas sobre regras, acompanhamento e organização das atividades. Para discutir essas questões, a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) realizou, nessa segunda-feira (14/9), o Webinário “Entendendo o Teletrabalho no TJTO”.

A atividade reuniu magistrados(as), servidores(as) e estagiários(as) do PJTO em um encontro virtual voltado a esclarecer dúvidas sobre a modalidade e seus impactos no dia a dia de trabalho.

Na abertura, o juiz Ariostenis Guimarães Vieira chamou a atenção para a importância da comunicação interna na consolidação do teletrabalho e para a necessidade de aperfeiçoamento contínuo desse modelo de atuação.

“Precisamos manter e inovar permanentemente a nossa comunicação interna (...) para que cada um(a) compreenda a importância desse modelo de atuação profissional para a instituição”, destacou.

Na primeira parte do Webinário, o servidor Fernando Roberto Malheiros, integrante do Comitê Gestor do Teletrabalho, apresentou as principais diferenças entre trabalho externo, trabalho remoto temporário ou excepcional, condições especiais de trabalho e teletrabalho ordinário. A distinção, segundo ele, é importante porque cada situação segue regras e procedimentos próprios.

Ao tratar do teletrabalho ordinário, Fernando reforçou que a modalidade exige planejamento, acompanhamento e alinhamento entre servidor(a) e gestão. “A palavra aqui, pessoal, é diálogo”, destacou, ao falar sobre a importância da comunicação com chefias e gestores(as) durante o período de teletrabalho.

Outro ponto abordado foi a diferença entre o teletrabalho ordinário e aquele realizado no âmbito das condições especiais de trabalho, previstas para situações específicas relacionadas, por exemplo, à saúde do(a) servidor(a), magistrado(a) ou de seus(suas) dependentes. Fernando explicou ainda que o teletrabalho e as condições especiais de trabalho não devem ser entendidos como benefícios, mas como formas de desempenhar as atividades que envolvem regras, responsabilidades e acompanhamento.

A segunda parte da programação trouxe a dimensão da saúde para o debate. A psicóloga Janaína Rodrigues Araújo, do Núcleo de Acolhimento e Acompanhamento Psicossocial (NAPsi), conduziu a palestra “Limites e potencialidades do teletrabalho para a saúde do(a) teletrabalhador(a)”.

Durante a exposição, foram discutidos os impactos do teletrabalho na saúde mental, a hiperconectividade, a telepressão, a construção de limites saudáveis e estratégias de autocuidado e prevenção de adoecimentos. Ao iniciar as reflexões, Janaína também chamou a atenção para os diferentes efeitos que a modalidade pode produzir na rotina dos(as) trabalhadores(as).

“O teletrabalho não é um benefício, não é uma regalia. É uma possibilidade de desempenhar a atividade de outro modo, que traz muitos benefícios, mas também inúmeros desafios”, destacou.


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