O Tribunal do Júri da Comarca de Peixe (256 km de Palmas, na região sul do Estado do Tocantins) condenou o lavrador Josino Teixeira de Carvalho, de 54 anos, por homicídio. O julgamento foi realizado na segunda-feira (6/12).
Conforme a sentença assinada pela juíza Ana Paula Araújo Toríbio, 1ª Escrivania Criminal local, a pena foi de 15 anos, seis meses e dez dias, e reclusão, inicialmente em regime fechado. Será descontado o período de aproximadamente 10 meses em razão do réu estar preso desde o dia 11 de fevereiro deste ano.
Ainda de acordo com a sentença, ele foi denunciado e, no julgamento, confessou ter matado no dia 15 de julho do ano passado com uma facada no peito Carlos Roberto da Silva. “Por volta das 20h00min, em frente ao Pit Dog do Domingos, no Povoado de Serranópolis, zona rural de São Valério da Natividade/TO, o denunciado com animus necandi (intento de matar), utilizando-se de uma faca, covardemente efetuou golpe certeiro no lado esquerdo do peito da vítima Carlos Roberto da Silva, causando-lhe graves ferimentos, que deram causa determinante a sua morte ainda no local dos fatos”
Relacionamento amoroso
A acusação apontou ainda que “a vítima tinha um relacionamento amoroso com a irmã do denunciado e pelo motivo deste não aceitar o relacionamento e também pelo motivo de ter interesse na casa deixada pelo falecido pai resolveu dar fim à vida do cunhado”. “Consta que na data dos fatos, minutos antes de matar a vítima, o denunciado foi até a casa da irmã e a agrediu fisicamente, chamando-a de “vagabunda”, inclusive a ameaçando de morte conforme boletim de ocorrência 41885/2020 e laudo de exame de lesões corporais. Sabe-se que após agredir a irmã, o denunciado já premeditando a morte do cunhado, foi ao encontro deste no local acima citado e ao se aproximar, repentinamente sacou uma faca que trazia escondida e desferiu um golpe letal no peito da vítima, sem lhe dar qualquer chance de defesa, vindo esta a óbito ainda no local dos fatos.”
Outro trecho da denúncia que foi inserido na sentença pela magistrada aponta que “no depoimento das testemunhas que, poucas horas depois, o denunciado retornou ao local do crime, se posicionou ao lado do corpo da vítima e zombou da situação, dizendo inclusive para familiares presentes, “agora ficou bom, do jeito que eu queria”, em total desprezo pela vida humana”.
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Texto: Cristiano Machado
Comunicação TJTO
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