TJTO realiza V Fórum Estadual do Judiciário para a Saúde

O Poder Judiciário do Tocantins discute nesta sexta-feira (18/10), no auditório do Tribunal de Justiça, o tema “Saúde Mental e a Política de Álcool e outras Drogas”,  durante o V Fórum Estadual do Judiciário para a Saúde. O evento foi aberto durante a manhã pela presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Ângela Prudente.

 

Em seu discurso a desembargadora falou sobre a problemática e importância do tema. “Saúde, álcool e as drogas, assuntos que, a princípio, nos deixam alarmados, mas que também nos remetem à discussão sobre como podemos ser úteis no seu combate”, declarou a presidente do TJTO.

 

O Fórum é uma parceria entre o Comitê Executivo para Monitoramento das Ações de Saúde no Estado do Tocantins e o Tribunal de Justiça do Tocantins, por meio da Escola Superior da Magistratura Tocantinense. Para a coordenadora do Comitê, juíza Milene de Carvalho Henrique, o Fórum é fundamental para um maior entendimento do sistema de saúde, “abriremos um diálogo maior com os órgãos de saúde, para juntos pensarmos em ações que possam melhorar o atendimento à população”, afirmou a juíza.

 

O evento recebeu um número expressivo de inscritos, lotando o auditório do TJTO. As palestras e mesas redondas também são transmitidas ao vivo, via satélite, para as 42 Comarcas do Tocantins.

 

Judicialização da Saúde

O evento foi aberto com a palestra “A Judicialização da Saúde e o Papel do CNJ”, ministrada pelo juiz Federal Clenio Jair Schulze, coordenador do Fórum nacional da Saúde do CNJ.  De acordo com o coordenador do CNJ atualmente existem no Brasil 92 milhões de processos judiciais, ou seja, a cada dois habitantes, um tem um processo judicial e muitos envolvem a saúde.

“Essa avalanche de processos levou a população a depositar no Judiciário a expectativa de ver seus direitos fundamentais atendidos, principalmente no caso da saúde”, explicou Schulze ao falar da judicialização da saúde. Segundo o magistrado, isso tem levado o Conselho Nacional de Justiça a recomendar um intenso diálogo entre o Judiciário e todos os demais envolvidos no sistema de saúde.

 

O CNJ criou o Fórum Nacional para o monitoramento e resolução das demandas de assistência à saúde, com a atribuição de elaborar estudos e propor medidas concretas e normativas para o aperfeiçoamento de procedimentos, reforço à efetividade dos processos judiciais e à prevenção de novos conflitos.

Mesa Redonda

Os debates da manhã foram fechados com a mesa redonda, “Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas e Orçamento”. A discussão foi mediada pelo juiz Sérgio Paio, participaram Roberto Tykanori, coordenador geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, do Ministério da Saúde, Luiz Guilherme Mendes de Paiva, diretor de Planejamento e Avaliação de Políticas sobre Drogras da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, Vanda Paiva, secretária de Estado da Saúde e Magda Valadares, diretora do Departamento de Ações sobre Drogas da Secretaria de Defesa Social.

 

Participantes

Integraram a mesa de honra além da desembargadora, o juiz Federal Clenio Jair Schulze, coordenador do Fórum nacional da Saúde do CNJ, o juiz convocado e presidente da Associação dos Magistrados, Helvécio de Brito Maia Neto, a juíza coordenadora do Comitê Executivo para Monitoramento das Ações de Saúde no Estado do Tocantins, Milene de Carvalho Henrique, a Procuradora Geral de Justiça, Vera Nilva Alves Rocha Lira, o defensor Público Geral, Marlon Costa Luz Amorim, Roberto Tykanori, coordenador geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, do Ministério da Saúde, o secretário de Estado de Defesa Social, Nilomar dos Santos e a secretária de Estado da Saúde, Vanda Paiva.


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.