TJTO realiza oficina interinstitucional de formação masculina para prevenção da violência doméstica em Araguatins

A imagem mostra um grupo de pessoas em um auditório, com cadeiras ao fundo. À esquerda, policiais militares fardados; ao centro e à direita, servidores e representantes civis, em trajes sociais e casuais. A imagem registra um encontro institucional.

Na quinta-feira (4/2), o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) realizou, na sede do Fórum da Comarca de Araguatins, a Oficina Interinstitucional de Formação Masculina para a Prevenção da Violência de Gênero. A iniciativa reuniu gestores públicos e profissionais de áreas estratégicas para promover o debate sobre o papel dos homens no enfrentamento à violência contra a mulher.

Conduzida pela juíza da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid/TJTO), Cirlene de Assis, a atividade teve como foco a reflexão sobre comportamentos, responsabilidades e práticas cotidianas que contribuem para a prevenção da violência de gênero.

O principal objetivo da oficina foi capacitar gestores públicos e profissionais estratégicos como multiplicadores, incentivando a incorporação dessas reflexões nas práticas institucionais, nas políticas públicas e nas ações educativas, promovendo uma mudança comportamental ampla, especialmente entre os homens.

Durante a oficina, foram apresentados caminhos como a escuta qualificada, o acompanhamento profissional, os grupos reflexivos e os espaços terapêuticos, voltados ao manejo da raiva, ao autocontrole emocional e à desconstrução de crenças machistas. A responsabilização consciente e o compromisso com a mudança contínua foram apontados como essenciais para romper o ciclo da violência.

No encerramento, foi reforçada a noção de responsabilidade compartilhada, destacando que a prevenção da violência contra a mulher passa por atitudes concretas, como a divisão justa das tarefas domésticas, o respeito à autonomia feminina, a não omissão diante de situações de violência e o enfrentamento de comentários e comportamentos machistas.

“A mensagem final foi clara: nenhum homem nasce violento. A violência é aprendida e, portanto, pode ser desaprendida. Cada atitude consciente contribui para a construção de uma sociedade mais justa e segura”, reforçou a magistrada.

 

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Aperfeiçoamento da Justiça Criminal

 


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