TJTO lança Exposição Itinerante “Vozes Silenciadas” em shopping de Araguaína nesta quinta-feira (27/11)

Lucas Nascimento Um grupo de dez alunos estão na frente de um painel da mostra com o nome exposição vozes silenciadas. O quadro tem a foto de uma mulher negra.

Araguaína, no norte do estado, será a primeira cidade a receber a Exposição Itinerante “Vozes Silenciadas: A Luta de Paula por Liberdade”. A mostra, promovida pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), com apoio da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), será inaugurada nesta quinta-feira (27/11), 10h, no Lago Center Shopping, onde seguirá aberta ao público até sexta-feira (28/11).

A ação propõe uma imersão sensível e histórica na realidade da escravidão no território tocantinense, por meio da trajetória de Paula, mulher negra e escravizada que conquistou sua liberdade trinta anos antes da Lei Áurea, em 1858. 


“O Tribunal, por meio da Comissão de Gestão da Memória e da ESMAT, desenvolveu esse relevante trabalho de pesquisa, que resgata a história de uma mulher negra e escravizada que conquistou sua liberdade décadas antes da abolição da escravatura, por meio de uma ação judicial, exatamente na região onde hoje está localizado o Tocantins”, destaca a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Vendramini Rosal.

A iniciativa integra as comemorações do Dia da Justiça, celebrado em 8 de dezembro, e percorrerá mais duas cidades do estado:

Gurupi: Araguaia Shopping – 3 e 4/12
Palmas: Capim Dourado Shopping – 6 a 8/12

Um legado de memória e justiça

A exposição resgata a trajetória de Paula, mulher negra e escravizada que, em 1858, no território hoje pertencente ao Tocantins, lutou e conquistou juridicamente sua liberdade. Ao dar visibilidade a esse feito, o Judiciário tocantinense reafirma seu compromisso com a justiça social e com a preservação da memória histórica. A iniciativa está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname), promovendo uma releitura crítica do passado e incentivando o reconhecimento das lutas por liberdade, dignidade e inclusão. A mostra representa um convite à reflexão sobre as feridas históricas deixadas pela escravidão e a importância de preservar e valorizar a memória coletiva como instrumento de transformação.

Ouvidoria
A Ouvidoria Judiciária do TJTO também marcará presença nas três edições da Exposição Itinerante Vozes Silenciadas, com atendimento direto ao público e recebendo sugestões, reclamações e outras manifestações da comunidade, fortalecendo o canal de diálogo com o Judiciário.


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