TJTO e parceiros inauguram oficina de corte e costura e dão início a projeto que visa beneficiar egressos e pessoas em situação de vulnerabilidade social

Fotos: Rondinelli Ribeiro Foto da fachada da Oficina de Corte e Costura, com a placa com o nome acima, na cor azul, e a desembargadora Etelvina, juntamente com o juiz Allan Martins e demais representantes de instituições parceiras à frente, descerrando a fita de inauguração
Desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe e demais parceiros do projeto inauguram a Oficina de Corte e Costura Malha Social

Um projeto de parceria do Judiciário do Tocantins com a Receita Federal e a Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) com o objetivo de beneficiar pré-egressas, egressos do Sistema Prisional e seus familiares, projetos sociais e pessoas em situação de vulnerabilidade social começou a ser colocado em prática nesta quinta-feira (20/6), com a inauguração da Oficina de Corte e Costura “Malha Social”.

O espaço está localizado ao lado do prédio do Escritório Social de Palmas e foi construído com recursos da ordem de R$ 109.117,60 mil, destinados pelo Poder Judiciário do Tocantins, provenientes de penas pecuniárias da Comarca de Palmas. Desse total, R$ 47.000 foram empregados na reforma da obra e R$ 62.117,6 mil na aquisição de maquinários, insumos e oferta de duas turmas de curso profissionalizante em corte, costura e customização.

No local, pessoas pré-egressas, egressas e familiares participarão dos cursos a serem realizados. Pela parceria do Poder Judiciário com a Receita Federal, peças de vestuários apreendidas serão encaminhadas para o espaço para serem descaracterizadas e depois receberem destinação social.

 

Dignidade, cidadania e humanização

Durante o evento de inauguração, a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe, falou da satisfação de poder presenciar o início da concretização do projeto.

É uma alegria grande, porque nós estamos garantindo às pessoas que estão no Sistema Carcerário aquilo que a Lei de Execução Penal diz na teoria: a dignidade, a cidadania, a humanização que nós temos que ter. Temos que ver todos como pessoas que podem se recuperar.

Fazendo referência ao lema da gestão: “Justiça mais próxima e inovadora”, a presidente disse que, por meio do projeto, a Justiça está mais próxima da comunidade carcerária e destacou a iniciativa como inovadora, oportunidade em que parabenizou o juiz Allan Martins Ferreira, titular da 4ª Vara Criminal e Execuções Penais da Comarca de Palmas; o delegado da Receita Federal, Ricardo Wagner Magalhães Gomes; o secretário de estado da Cidadania e Justiça, Deusiano Pereira de Amorim; e a todos os envolvidos nesse trabalho.  

Segundo o juiz Allan Martins, além das descaracterizações dos produtos enviados pela Receita Federal, o projeto também se propõe a trabalhar na confecção de uniformes do Sistema Carcerário do Estado, proposta que teve sinalização positiva por parte do secretário Deusiano Amorim. “Essa parceria com a Receita Federal é fundamental, mas a gente precisa de mais instituições que respaldem o projeto”, disse o juiz, ressaltando que o grande objetivo é a redução da população prisional.

Na oportunidade, o magistrado ainda falou sobre a área de execução penal, destacando programas como o “Fazendo Justiça”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Parceria

O secretário Deusiano Amorim agradeceu ao Poder Judiciário, por todo apoio que tem dado ao Sistema Carcerário do Tocantins, e à Receita Federal, pela parceria. “Com certeza, esse projeto vai ser muito proveitoso”, disse. Conforme o gestor, além da parceria com a Receita Federal, a confecção dos uniformes dos presos de duas unidades prisionais deverá ser feita na Oficina de Corte e Costura Malha Social. “Nós temos muita malharia para confeccionar”, garantiu.

“É um dia muito importante, porque ele marca o início de um programa inovador no Brasil”, declarou o delegado da Receita Federal, Ricardo Vagner Magalhães, ao citar o acordo de cooperação firmado com o Poder Judiciário e a Secretaria da Cidadania e Justiça. “Parcerias importantes que estão levando a gente a lugares cada vez mais distantes”. De acordo com o delegado, os produtos frutos do crime, principalmente de falsificação e pirataria que seriam destruídos, serão utilizados pelos egressos para aprender. “O produto disso vai ter uma destinação social, inclusive pode ser revendido pelo próprio egresso”, frisou, acrescentando que será dada a oportunidade de conhecimento para o egresso a fim dele empreender e uma profissão, para que possam se reintegrar na sociedade.

Na ocasião, o coordenador do Escritório Social de Palmas, Leandro Bezerra de Souza, falou sobre Escritório Social, que é um equipamento público social, impulsionado pelo CNJ que, no Tocantins, funciona por meio da parceria entre o Tribunal de Justiça e a Seciju. O coordenador também explicou como funcionará a oficina e agradeceu o empenho do TJTO e dos demais parceiros na concretização do projeto, destacando a importância das parcerias para o desenvolvimento das políticas públicas.

Também participaram do evento, a diretora-geral do TJTO, Ana Carina Mendes Souto; o assistente técnico do Programa Fazendo Justiça PNUD/CNJ, Onair Zorzal Correia; o superintendente do Sistema Penal, Rogério Gomes; a superintendente de Administração do Sistema de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Zeroíldes Miranda; o chefe da Unidade Penal Regional de Palmas, Maxsuel Mesquita; o gerente da Central de Monitoramento Eletrônico de Palmas (Cmep), Alexandre Bilikow; o gerente de Reintegração Social, Trabalho e Renda ao Preso e Egresso, Dilson Noleto; a gerente de Assistência Educacional e Saúde ao Preso e Egresso, Sandra Veloso; o gerente de Políticas de Alternativas Penais, Thiago Sabino e o coordenador da Central de Penas e Medidas Alternativas, Marciano Almeida.

Ao final do evento, foi feita a demonstração de como será realizado o processo de descaracterização dos produtos com maquinário.


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