Retratos da Minha História: projeto institucional da Corregedoria-Geral da Justiça realiza 1ª edição em Palmas

A ideia nasceu da necessidade de contribuir com a inclusão social. O meio escolhido, a fotografia, para eternizar, congelar memórias, proporcionar alegria, sobretudo para os mais vulneráveis. Com esse propósito, o projeto Retratos da Minha História realizou, na tarde desta quinta-feira (14/10), na Casa Abrigo Raio de Sol, em Palmas, sua primeira edição. O projeto, institucionalizado pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJUS), é uma idealização da coordenadora de Correição, Planejamento e Aprimoramento da Primeira Instância da CGJUS, Lilian Carvalho Lopes.

Lilian Lopes diz que convidou o juiz Rafael Gonçalves de Paula, titular da 3ª Vara Criminal da comarca de Palmas, e, juntos com a CGJUS, vêm fotografando histórias. Hoje são 480 fotos feitas. Os registros foram selecionados e entregues à Casa Abrigo, como mais uma forma de contar as histórias das crianças e adolescentes atendidas no local. Nesta primeira edição, o projeto contou ainda com a solidariedade de servidores da CGJUS, que arrecadaram recursos e compraram roupas, calçados e brinquedos para presentear as crianças na Casa.

"Este projeto foi originado a partir do desejo de fotografar e presentear mulheres encarceradas no dia internacional das mulheres, em 2020, mas não foi possível em razão da pandemia. Assim, direcionei a ideia para crianças e adolescentes. Fui motivada pela vontade de fazer algo, ainda que simples, para quem está em condição social diferente da minha, com o intuito de proporcionar alegria e, especialmente, inclusão social. Então, resolvi apresentar o projeto à Corregedoria, tornando-o institucional, para que pudesse ser um projeto não meu, mas de todos nós, além de conscientizar sobre a importância de doações solidárias e espalhar o bem", disse Lilian Lopes.

Parcerias

Segundo a diretora da Casa Abrigo Raio de Sol, Maria Ruth Santos Cravo Trindade, o trabalho realizado pelo abrigo é muito gratificante. “A Casa funciona também com uma parceria muito boa do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública. Tudo que chega é bem-vindo. O tempo inteiro chegam crianças, e noventa por cento delas vêm pelo Conselho Tutelar e ainda por pessoas que as encontram e acionam a Justiça”, disse a diretora, ressaltando que a Casa trabalha para que a criança retorne à sua família. O local é mantido pela Prefeitura de Palmas há 10 anos, conta com 42 funcionários e atende um público de zero a 18 anos. Atualmente, 15 crianças nessa faixa etária são acolhidas pela Casa, muitas, vítimas de violência, abandono e que aguardam adoção.

CGJUS

De acordo com a chefe de gabinete da Corregedoria-Geral da Justiça, Jeane Justino, a CGJUS tem como uma das metas da gestão da corregedora-geral, desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe, motivar os servidores a serem mais solidários. “Esse projeto encantou todos nós, porque veio ao encontro dessa meta já estabelecida no plano da CGJUS; sem contar que é uma forma que encontramos de aproximar a Corregedoria da comunidade, de mostrar a efetividade do nosso trabalho, que não se resume a analisar processos, a inspecionar comarcas, mas que também é voltado para essas relações de solidariedade, o que é muito importante para o nosso crescimento, inclusive profissional”, pontuou.

Texto: Ramiro Bavier

Foto: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO


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