TJTO inaugura em Figueirópolis o 5º Ponto de Inclusão Digital do Tocantins

“O Justiça Bem Aqui – Ponto de Inclusão Digital amplia o acesso aos serviços públicos e elimina barreiras ao pleno exercício da cidadania”, afirmou a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Vendramini Rosal, durante a inauguração de mais uma unidade do PID, na manhã desta sexta-feira (24/4), em Figueirópolis, região sul do Estado.

Além do TJTO, o espaço reúne outros órgãos da Justiça, como o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRETO), Justiça Federal de 1º grau – Seção Judiciária do Tocantins, Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Procuradoria da República no Estado do Tocantins, Ministério Público do Estado do Tocantins (MPETO) e a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPETO). O prédio também abriga a estrutura da Prefeitura Municipal de Figueirópolis.

Para a presidente da Comissão de Política de Inclusão Digital do TJTO, desembargadora Ângela Prudente, o PID é mais que uma sala: é um portal aberto para que a população se sinta acolhida pelos órgãos de Justiça. “Essa conquista é resultado de uma união histórica entre o TJTO e vários outros órgãos”, destacou a magistrada.

Rondinelli Ribeiro

O PID está funcionando no antigo prédio do Fórum da Comarca de Figueirópolis, que passou a ser distrito judiciário e foi incorporado à Comarca de Gurupi.

O diretor do Fórum de Gurupi, juiz Nilson Afonso da Silva, destacou que, a partir de agora, o cidadão de Figueirópolis que possui processo em Gurupi não precisa mais se deslocar até a comarca, pois haverá servidores do Judiciário no PID para realizar o atendimento à população local.

Para o microempreendedor Wandersson Almeida dos Santos, o espaço representa uma grande conquista para a comunidade.

“Antes, a gente tinha que sair daqui para Alvorada ou Gurupi. Agora, vamos resolver tudo aqui mesmo, na nossa cidade”

Rondinelli Ribeiro

“Não é apenas um local tecnológico. Significa também a ruptura de barreiras geográficas, porque dá acesso a pessoas que não têm condições de arcar com despesas para se deslocar até outros municípios”, destacou o defensor público Leandro de Oliveira Gundim.

A promotora de Justiça Waldelice Sampaio Moreira Guimarães ressaltou a união das instituições. “O PID foi pensado para dar acesso a todos os serviços de Justiça. Vai democratizar o acesso aos meios tecnológicos, principalmente para os mais carentes”, afirmou a representante do Ministério Público Estadual.

O prefeito de Figueirópolis, José Fontoura Primo, comemorou a chegada do ponto de inclusão digital ao município. “Como o município não conta mais com comarca, o TJTO nos presenteou com o PID. Agora, os cidadãos não precisam mais se deslocar a outras cidades, pois vão encontrar aqui todos os serviços de que precisam”, disse o gestor.

PID


A instalação de PIDs visa a ampliar o acesso à Justiça e viabilizar os mais variados serviços de utilidade pública ao(à) cidadão(ã), nos níveis municipal, estadual e federal, de todos os Poderes, conferindo plenitude à cidadania nos pontos mais distantes.
No Tocantins, os municípios de Almas, Caseara, Lajeado, Mateiros e o distrito de Luzimangues, em Porto Nacional, já contam com unidades do Ponto de Inclusão Digital (PID).

Iniciativa segue diretrizes do CNJ


A instalação do PID está em conformidade com a Resolução CNJ nº 508/2023, que institui a Política Nacional de Pontos de Inclusão Digital no âmbito do Poder Judiciário. O artigo 1º estabelece que os tribunais devem criar esses espaços para ampliar o acesso à Justiça por meio de tecnologias digitais, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social, econômica ou geográfica.

A iniciativa também está alinhada aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, do acesso à Justiça (art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal) e da eficiência na prestação jurisdicional.

O município de Figueirópolis foi escolhido para sediar o PID por apresentar características como a distância considerável das sedes de comarcas e de outros órgãos judiciários; o acesso limitado a recursos tecnológicos por parte da população, sobretudo nas zonas rurais; a presença de cidadãos em situação de vulnerabilidade econômica e digital; e a ausência de estruturas públicas adequadas para a realização de atendimentos judiciais virtuais com privacidade, segurança e orientação.


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.