Paridade nos espaços, respeito e busca pelo protagonismo marcam discussões do Projeto online sobre Mulher e Democracia, promovido pelo TRE-TO

Conduzida pela juíza membro do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) e coordenadora do Projeto + Mulher + Democracia, Ângela Haonat, a roda de conversa online com o tema “Mulheres e seu papel na atualidade”, realizada nesta quinta-feira(27/5), trouxe provocações e apontou caminhos para os múltiplos papéis ocupados pelas mulheres na sociedade e o respeito à sua identidade e protagonismo. O evento foi transmitido ao vivo pelo Youtube, onde continua salvo podendo ser acessado a qualquer tempo através do link: https://www.youtube.com/watch?v=sXA3EdwtD-8.

Para a juíza eleitoral da 23ª Zona Eleitoral de Pedro Afonso, membro do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Luciana Costa Aglantzakis, organizadora desta edição, o projeto é pioneiro e fundamental para a inclusão da mulher. “Como geradora da vida, a mulher tem papel primordial na sociedade e é preciso reconhecer isso e valorizar. Fico feliz que mulheres atuantes da Comarca possam estar conosco, hoje, compartilhando suas experiências e conhecimentos”, disse.

A mulher e a democracia

Em sua fala, a promotora eleitoral Isabelle Rocha Figueiredo abordou a proporção de gênero nas eleições. Segundo ela, a desigualdade já é tão comum que, ao tratar o tema, invariavelmente já se pensa em 30% para mulheres e 70% para homens e, raramente, o oposto. “Além disso, a escolha das mulheres pelos partidos na maioria das vezes não são escolhas com capacidades de votos. Ou seja, muitas vezes as escolhidas nem oferecem risco às cadeiras masculinas. É esta reflexão que quero fazer: em 2020 tivemos recorde de candidaturas femininas e eleitas, mas, olhando a realidade do Tocantins, vemos que poucas candidaturas recaem em mulheres com chances de vencer as eleições”, pontuou. De acordo com a promotora, iniciativas como esta do projeto são importantes para inspirar outras mulheres.

Luta e discriminação

Já a vereadora de Pedro Afonso Lili Pereira dos Santos contou um pouco de sua história da política e seus desafios. “Nós mulheres temos um olhar diferenciado, e o fato de carregarmos uma vida faz muita diferença no parlamento. Meu exemplo é de luta e de busca de espaços. Quero conclamar as mulheres para ter coragem em investir em si mesmas e fazer a diferença”.

A indígena Xerente Sueli Varidi Xerente destacou a discriminação como dificuldade para inserção de mais mulheres indígenas na política. “Uma tia minha se candidatou e sofreu discriminação. Quando digo que quero me candidatar, também há muitas perguntas e questionamentos”, lembrou.

Paridade nos espaços

Mais do que criar espaços, é preciso que a mulher se veja nestes espaços de poder já existentes. Assim pensa a advogada Laydiane da Silva Oliveira. “Somos capazes de ocupar os espaços que nós quisermos. Competência não tem gênero, por isso meu recado às mulheres é que cresçam e empoderem outras mulheres”, frisou.

Finalizando o evento, a juíza Ângela Haonat abordou as questões culturais e sociais como desafios a serem transpostos pelas mulheres na atualidade. “A tripla jornada é uma realidade e, culturalmente, percebemos que mulheres e homens são tratados de forma diferente desde pequenos. Concordo com o ministro Barroso (STF) sobre o exercício diário da democracia, inclusive, neste momento, quando debatemos este tema, estamos contribuindo para a paridade de gênero”, finalizou.


Texto: Glês Nascimento / Foto: Divulgação

Comunicação TJTO


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