Ouvidora do TJTO participa da abertura da 2ª Edição do curso Defensoras Populares

Elias Oliveira A imagem mostra a desembargadora Ângela Prudente falando no púlpito durante  a solenidade de abertura do 2º Curso Defensoras Populares, realizada no auditório da Defensoria Pública do Tocantins, com a plateia atenta e o ambiente iluminado e formal.

“Transformar a dor em superação, a desigualdade em Justiça e o silêncio em voz ativa.” A afirmação foi feita pela Ouvidora da Mulher do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargadora Ângela Prudente, durante a solenidade de abertura do 2º Curso Defensoras Populares, realizado pela Defensoria Pública do Tocantins (DPETO), na manhã desta sexta-feira (10/10), data em que é celebrado o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher.

A magistrada destacou que o curso simboliza um movimento de empoderamento coletivo e a consolidação de um compromisso social em defesa das mulheres.

“Dar voz às líderes comunitárias é aproximar as instituições da realidade social. Elas são o primeiro amparo das mulheres em vulnerabilidade. Acolhem, orientam e ajudam a reconstruirr”, pontuou a ouvidora.

O defensor público-geral do Tocantins, Pedro Alexandre Abrão Rêgo, reforçou o compromisso institucional com a promoção dos direitos humanos e o enfrentamento à violência de gênero. Segundo o membro, a Defensoria Pública tem um papel essencial na proteção das mulheres e na promoção da cidadania, e projetos como o Defensoras Populares fortalecem o compromisso de levar conhecimento, acolhimento e instrumentos para que cada mulher se torne protagonista de sua própria história.

Durante a solenidade, a primeira edição do curso, realizada em 2019, em Porto Nacional, foi lembrada, quando 44 Defensoras Populares concluíram a formação. Também ganharam destaque aspectos históricos da luta pela igualdade de gênero, como o direito das mulheres ao acesso à escola em 1837 e, mais de 100 anos depois, a conquista do voto. A importância de não permitir que as mulheres se tornem apenas números em estatísticas de violência também recebeu ênfase.

A abertura contou com a presença de autoridades do sistema de Justiça, defensoras públicas, servidoras e representantes de movimentos sociais. O curso segue com programação até dezembro, quando será realizada a cerimônia de encerramento.

Aula inaugural

A aula inaugural, ministrada pela coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem),defensora pública Pollyana Lopes Assunção,  teve como tema “O papel da Defensoria Pública na defesa dos direitos das mulheres”.

Em uma fala marcada por emoção e simbolismo, Pollyana destacou o trabalho coletivo das mulheres defensoras e das equipes da Defensoria na luta pela igualdade de gênero e no enfrentamento à violência. Ela se emocionou ao mencionar as cadeiras vazias posicionadas no auditório, símbolos das vítimas de violência contra a mulher. Uma delas, representava a assistente social Delvânia Campelo da Silva, de 50 anos, assassinada em um caso de feminicídio na cidade de Caseara.

“Essas cadeiras representam mulheres que não estão mais entre nós. Que a memória das que nos foram tiradas se transforme em coragem. Lutamos por nós e por elas”, disse.


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