Juiz Wellington Magalhães explica escolha do Judiciário Tocantinense pelo ODS 15 da Agenda 2030

Nos dias 1º e 2 de junho, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará, por meio de videoconferência, o III Encontro Ibero-Americano da Agenda 2030. O evento vai discutir a institucionalização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 nos Poderes Judiciários da América Latina e da Península Ibérica.

Entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o Poder Judiciário Tocantinense ficou com a ODS 15 (Proteger a Vida Terrestre). Através de um vídeo, que será apresentado durante o evento, o juiz Wellington Magalhães, titular da Comarca de Cristalândia, explica a razão da escolha do objetivo por parte do Judiciário do Tocantins.

“Há pelo menos dez anos que o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins tem desenvolvido ações de sustentabilidade. Há cinco anos o Tribunal tem mediado o maior conflito ambiental do Estado, que envolve a expansão da fronteira agrícola ao longo da Bacia do Rio Formoso. A inclusão sociopolítica das comunidades indígenas também tem sido uma frente de trabalho, que visa construir o mais amplo debate possível sobre a proteção ambiental, a recuperação das florestas e a promoção do uso sustentável dos ecossistemas terrestres. Nessa linha de atuação optamos por escolher o ODS 15, o Objetivo 15 da agenda 2030”, explica o magistrado. 

O ODS 15 é voltado para proteção, recuperação e promoção do uso sustentável dos ecossistemas terrestres. O objetivo também engloba a gestão de forma sustentável das florestas, além de combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda.

Nessa linha do ODS 15, o magistrado explica que, através do apoio do setor de estatística do Tribunal de Justiça do Tocantins, foi possível relacionar os conflitos ambientais mais recorrentes no Estado. Foram identificados os assuntos: Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente e Recursos Hídricos.

Plano de ação

Dessa forma, o Plano de Ação, elaborado em conjunto com a  Coordenadoria de Gestão Estratégica, Estatística e Projetos (Coges-TJTO), sob o comando de João Ornato Benigno Brito, passou a ser desenvolvido em dois eixos estratégicos: o da prevenção de litígios e o da desjudicialização dos conflitos ambientais. “Não podíamos concentrar apenas em tentar resolver aquilo que já se encontrava judicializado. Era preciso desenvolver um plano de ação comprometido também com a prevenção de novos conflitos, até mesmo como forma de despertar um novo olhar da coletividade sobre a questão ambiental e sua importância para a presente e as futuras gerações”, ressalta o juiz.

Como principal resultado, o magistrado aponta um despertar coletivo de todos os entes envolvidos, Ministério Público, Poder Judiciário, os órgãos de fiscalização do estado e o setor produtivo e completa: “Um despertar para uma nova realidade, comprometida com a questão ambiental, com o desenvolvimento sustentável, de modo que nós possamos garantir, efetivamente, uma sociedade justa para as presentes e futuras gerações.”

Texto: Samir Leão / Foto: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.