Inclusão da pessoa com autismo no ambiente institucional é discutida em palestra promovida pela Esmat

Hodirley Canguçu/AscomEsmat Três mulheres posam sorrindo em evento institucional. Duas seguram certificados emoldurados. Ao fundo, painel de palestra sobre autismo e duas poltronas brancas.

A Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) em parceria com a em parceria com a Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão  (CPAI) realizou, nesta quinta-feira, 23 de abril, a palestra “Para Além do Diagnóstico: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Ambiente Institucional”, voltada à conscientização e ao fortalecimento de práticas de inclusão e acolhimento no ambiente de trabalho. A atividade teve como público-alvo magistrados(as), servidores(as) do Poder Judiciário Tocantinense e comunidade em geral. O evento busca ampliar o debate sobre as especificidades do TEA no contexto institucional, bem como sobre as demandas enfrentadas por servidores(as) que exercem responsabilidades de cuidado de pessoas no espectro autista.

A palestra foi ministrada por Gisela Tebaldi Guedes de Moraes, terapeuta ocupacional, mestra em Ensino em Ciência e Saúde, especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e profissional com mais de 15 anos de experiência clínica no cuidado e na reabilitação de crianças e adolescentes. Ao destacar a importância do tema, a palestrante afirma: “Nas últimas décadas, o autismo tem ganhado um grande destaque, não só devido à prevalência de 1 a cada 36 pessoas com diagnóstico, mas também com o aumento das pesquisas. Então isso deixa de ser uma opção discutir nas instituições e passa a ser uma realidade”, afirmou.

Segundo a Secretária Executiva da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI) Patrícia Idehara, entender como a pessoa com TEA funciona no ambiente de trabalho é fundamental.

“Muitas vezes, o autista nível de suporte 1 vive com autonomia, mas enfrenta sérios desafios na comunicação, na forma de interagir com os colegas e sensorialidades diversas. Boas práticas como previsibilidade, rotinas estruturadas, checklists e ambiente com estímulos sonoros reduzidos podem garantir que a pessoa permaneça no ambiente de trabalho, se desenvolva e tenha condições reais de exercer todo o seu potencial”, ressaltou.


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