Por intermédio da Coordenadoria de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social (Cogersa), o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) sediou de 1º a 8 junho, com sucesso, a I Exposição de Animais Taxidermizados com foco na preservação da fauna e da flora do Cerrado tocantinense.
“É preciso fortalecer a cultura da sustentabilidade na sociedade atual. Para tanto, nada melhor do que investir na educação ambiental desde a infância e adolescência”, ressaltou a desembargadora Ângela Prudente, presidente da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário do Tocantins (CGPLS/PJTO).
A fala da desembargadora ilustra o foco preventivo do evento, focado no público infantil, que atraiu e encantou as crianças que foram conhecer de perto a diversidade de aves e de animais silvestres expostos na mostra. Muitas relataram que não conheciam algumas espécies do Cerrado tocantinense, mas tiraram dúvidas e reforçaram as noções sobre a cadeia alimentar ali materializada.
Com o objetivo de dar maior alcance à ação, além de servidores, magistrados, terceirizados e colaboradores, a coordenadora da Cogersa, Leila Jardim, ressaltou que a “equipe encontrou nas visitas guiadas uma forma lúdica de sensibilizar crianças de escolas públicas e particulares que demostraram interesse em levar seus alunos para conhecer a exposição”.
Repercussão
A professora Christyanne Montelo, responsável pela turma do Projeto “Resgatando Vidas”, destinado a crianças carentes, relatou ter sido um grande aprendizado: “Agradeço a oportunidade de visitar a exposição de animais taxidermizados com as crianças. Elas saíram dali entusiasmadas de juntas poderem preservar as matas, cursos d’água e animais”.
A equipe da Cogersa realizou um trabalho de prevenção às queimadas em relação a algumas práticas corriqueiras da população. Sobre o assunto, algumas crianças compartilharam que já presenciaram a queima de lixo e folhas em lotes vazios próximos de residência, bem como encontraram restos de cigarro lançados no meio da rua. A mostra também recebeu a visita de crianças autistas.
“Além das queimadas acabarem com as plantas, os animais fogem da floresta para se livrar do fogo e podem até se machucar. E cada um tem a sua função na regeneração da natureza, porque alguns animais ajudam a distribuir as sementes, outros produzem matéria orgânica para o plantio”, disse Letícia Dias, de 11 anos, uma das crianças alertadas sobre os prejuízos que as queimadas causam ao meio ambiente e também à saúde humana, como problemas respiratórios, oculares e na pele.
Participaram das ações de sensibilização com as crianças as servidoras Leila Jardim, Cinthia Azevedo e Patricia Idehara, da Cogersa.
Museu
Os animais taxidermizados expostos na mostra foram disponibilizados pelo Museu José Hidasi, de Porto Nacional, por intercessão de sua curadora Me. Eloisa Paula.
Fotos: Patrícia Idehara (Divulgação)
Comunicação TJTO