Comissão do TJTO realiza visitas técnicas em Dianópolis e Almas em busca de soluções consensuais para conflitos fundiários

Fotos: Lucas Nascimento Juiz Frederico Paiva Bandeira de Souza conversa com moradores e representantes de instituições durante visita técnica da Comissão Regional de Soluções Fundiárias. O grupo está reunido em frente a uma residência na área rural. O magistrado segura documentos e gesticula enquanto fala aos participantes.
Juiz Frederico Bandeira conversa com moradores durante visita técnica da Comissão Regional de Soluções Fundiárias a uma das áreas em conflito

A busca por soluções consensuais para conflitos fundiários levou a Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça do Tocantins (CRSF/TJTO) aos municípios de Dianópolis e Almas, no Sudeste do estado, nos dias 26 e 27 de agosto. As visitas técnicas alcançaram 16 famílias, que somam 79 pessoas, e reuniram inspeções nas áreas, cadastramento dos ocupantes e audiências de mediação com as partes envolvidas.

Em Dianópolis, a equipe visitou, no dia 26, a Fazenda Jenipapeiro, onde vivem 11 famílias, com um total de 39 pessoas. No dia seguinte, a Comissão esteve na Fazenda Paraná, em Almas, local ocupado por cinco famílias, que reúnem 40 pessoas.

As visitas contaram com a participação do juiz membro da CRSF/TJTO Frederico Paiva Bandeira de Souza e do secretário da Comissão, Edegar Arthur Hagestedt Filho. Também acompanharam as atividades a defensora pública Patrícia Araújo de Brito, coordenadora do Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas, e o promotor de Justiça Eduardo Guimarães Ferro, além de advogados das partes.

Em Dianópolis, representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social participaram da agenda. Em Almas, o município teve representação de sua equipe jurídica.

Grupo formado por moradores e representantes de instituições reúne-se em frente a uma casa na área rural durante visita técnica da Comissão Regional de Soluções Fundiárias. As pessoas estão distribuídas sob a sombra de árvores, próximas à varanda da residência, em momento de diálogo e escuta sobre o conflito fundiário.
Moradores e representantes das instituições participam de momento de diálogo, que permitiu conhecer a realidade social das famílias

As diligências permitiram conhecer de perto as características das áreas em conflito, as condições das moradias, a infraestrutura disponível e a realidade social das famílias. A equipe também identificou situações de vulnerabilidade que envolvem pessoas idosas, crianças e moradores com problemas de saúde que necessitam de atenção do Poder Público.

 

Diálogo e mediação

Além das inspeções, a Comissão realizou audiências de mediação nos dois municípios. Os encontros abriram espaço para a escuta dos diferentes envolvidos, a apresentação das principais demandas e a identificação de pontos de convergência que possam contribuir para acordos.

A iniciativa busca ampliar a compreensão sobre cada conflito antes da definição dos próximos encaminhamentos, com atenção tanto aos aspectos jurídicos quanto às condições sociais e territoriais verificadas nas comunidades.

Em uma varanda de paredes alaranjadas, integrantes da equipe técnica conversam com moradores durante visita a uma das áreas em conflito fundiário. Cinco pessoas aparecem sentadas em cadeiras e sofás, enquanto integrante da equipe fazem anotações. A cena registra o momento de escuta e levantamento de informações junto às famílias.
Equipe multidisciplinar realiza escuta e cadastramento de moradores durante visita técnica da Comissão Regional de Soluções Fundiárias

Outro eixo das visitas concentrou-se no cadastramento das famílias e dos ocupantes das áreas em conflito. O trabalho ficou sob responsabilidade do Grupo Gestor de Equipe Multidisciplinar (GGEM) do TJTO, com a participação de assistentes sociais e psicólogos credenciados.

A escuta qualificada permitiu identificar aspectos sociais, familiares e individuais das pessoas envolvidas nos conflitos, além de situações que exigem atenção específica da rede pública. As informações coletadas também oferecem subsídios para as audiências de mediação e para a atuação da Comissão.

A Comissão manterá o acompanhamento dos conflitos e o diálogo com as partes e instituições envolvidas, com o objetivo de construir soluções consensuais que considerem as particularidades de cada caso e as condições sociais das famílias.


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