”Cenário é ameaçador”, alerta palestrante sobre realidade atual da saúde suplementar

Hodirley Canguçu/ Esmat Em um palco, um palestrante, um senhor branco de terno bege, camisa branca e calça preta, fala ao microfone; à direita, sentada em uma das duas poltronas pretas que compõem o cenário, a juíza Flávia Bovo, uma senhora de blusa estampada e calça preta. Ao fundo, bandeiras do tocantins, Brasil e um telão
Médico Ricardo do Val Souto falou sobre “A realidade da judicialização da saúde suplementar e os mecanismos que regulam o sistema”

“É ameaçador, porque existe uma série de situações que estão se configurando a curto prazo e que têm o potencial de inviabilizar a sobrevivência das operadoras de planos de saúde”, alertou o médico Ricardo do Val Souto, representante da saúde suplementar, ao falar sobre “A realidade da judicialização da saúde suplementar e os mecanismos que regulam o sistema”. O médico foi um dos palestrantes do Simpósio o Direito e a Saúde: em foco a judicialização da saúde, realizado nesta sexta-feira (30/6), no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO).

Segundo o palestrante, está ficando difícil manter os planos de saúde devido a várias questões, como: fraudes, aumento da utilização, aumento dos preços de consumo médico e judicialização. “Quem vai pagar a conta será sempre o consumidor”.

Essa realidade, conforme  Val Souto, pode acabar repercutindo diretamente no Sistema Único de Saúde (SUS). “As pessoas não vão ter condições de manter seus planos e vão procurar o SUS”, destacou.

 

Solicitações abusivas

Usando obras da literatura e do cinema, durante palestra, Val Souto falou de questões acerca de solicitações abusivas de exames complementares por parte de alguns médicos. Como exemplo, Souto citou a indicação de prestadores, a comercialização de medicamentos e a prescrição de medicamentos de alto custo e a exigência de modelos/marca/ fornecedores específicos.

Desta forma, o palestrante falou sobre o lado médico e, também,  o das operadoras, bem como os mecanismos que lançam mão para tentar evitar, principalmente, “a atuação dos maus médicos, que acabam lucrando indevidamente com a saúde dos pacientes”, frisou.

 

Segunda opinião

Para Ricardo Souto, é sempre importante ter uma segunda opinião, além do ponto de vista médico. “O juiz, quando vai tomar uma decisão, ele precisa escutar, talvez, o aspecto técnico da coisa”, disse. “Muitas vezes, a decisão do médico pode estar contaminada por interesses mercantilistas”, ressaltou.

A mesa da palestra foi coordenada pela juíza Flávia Afini Bovo, diretora do Fórum da Comarca de Palmas.


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