Cejusc de Palmas ministra aula para alunos de Direito da UFT sobre Métodos Consensuais de Solução de Conflitos

Conciliadoras e Facilitadoras do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania  (Cejusc) de Palmas participaram de uma aula sobre os Métodos Consensuais de Solução de Conflitos. Na ocasião, os professores e os alunos do 1° período de Direito da Universidade Federal do Tocantins (UFT) participaram também de um Círculo de Diálogo.

Conforme a conciliadora Giovanna Elza Paludo,  é muito honroso poder levar informações das multiportas da pacificação existentes no sistema judiciário, cujo propósito é disseminar conhecimento e falar como funcionam os serviços. “Mesmo cansada, após uma semana intensa de mutirão de conciliação, não é fardo levar conhecimento e ver quão interessados são os novos alunos em  conhecer dos métodos consensuais de solução de conflitos.”

Segundo a facilitadora da Justiça Restaurativa Adelaine Batista mencionou o quanto se torna gratificante poder ouvir os participantes, bem como cooperar com os novos alunos e futuros pacificadores de demandas,  sejam elas judiciais ou extrajudiciais. “É nosso dever mostrar caminhos mais eficazes que a litigância interminável, àquela que por vezes põe fim ao processo, mas não ao conflito, e a Justiça Restaurativa, entre outros métodos de resolução de conflitos, empodera os interessados para que, por suas próprias aptidões, descubram a melhor solução de suas demandas.

Já a conciliadora responsável pelas informações sobre Oficina de Divórcio e Parentalidade,  Valéria Cristina, explicou como funciona o momento no qual são transmitidas informações e orientações às famílias com filhos que tiveram suas estruturas alteradas devido à ocorrência do fim do relacionamento seja por divórcio, separação ou fim de um namoro. “Se dessa relação advieram filhos, conversamos afim de que os conflitos e traumas pela quebra desse vínculo sejam amenizados em prol da harmonia da convivência e felicidade das famílias e principalmente dos filhos.” 

E para Robson Tibúrcio, professor da turma, a atuação do Cejusc é relevante na Academia, pois visa revelar a realidade após o CPC de 2015: Mediação e Conciliação como ferramentas de Pacificação dos Conflitos na sociedade. “Rendo os meus parabéns e agradecimentos à Equipe do Cejusc de Palmas pelo compartilhamento de conhecimento e informações com os discentes da nossa UFT.” 

A aluna Maria Augusta Fernandes disse que o círculo restaurativo  chamou a atenção e acredita que tenha sido um ponto muito importante para os colegas. “No final,  a gente teve uma fala para definição do encontro. Seria a forma que o Cejusc usa para poder lidar com casos de restauração  e com humanidade. “Achei muito importante a ideia da gente se conhecer o autoconhecimento para poder melhor se relacionar com outras pessoas, trazer a ideia de harmonia. Numa sociedade tão individualista  como a que vivemos  hoje, é muito importante a gente se atentar para a ideia de se colocar no lugar do outro para que a sociedade viva de forma mais harmônica.”

Outro acadêmico, Andrei Bueno disse que aprendeu sobre mediar conflitos e facilitar para dar mais celeridade a alguns casos que entram na Justiça. “As palestrantes nos informaram como elas atuam na mediação e interagiram com a turma de forma espontânea, para que todos pudessem se abrir e falar um pouco sobre si. E também nos ensinaram que o diálogo é a forma mais importante para conhecer as pessoas e resolver os conflitos. Tanto que muitas pessoas com as quais passamos o dia todo do lado, não sabemos a metade do que lhes acontece, o que estão sentindo.”

Texto: Natália Rezende (Com informações do Cejusc/ Palmas)/ Fotos: Divulgação

Comunicação TJTO

 


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