Ação do TJTO é louvável e contribuirá muito, diz membro de cooperativa beneficiada com Coleta Seletiva Solidária em Araguaína

Aos 72 anos, Expedito Pereira Torres, morador de Araguaína (TO), resumiu em poucas palavras a gratidão pela iniciativa do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO) de destinar resíduos para a cooperativa de recicláveis da qual é membro na cidade: “A ação é louvável. Nós somos agradecidos por esta iniciativa de vocês, que vai contribuir muito conosco, já que temos muitas dificuldades para nos mantermos e estruturarmos. Enfrentamos dificuldades imensas. A mão de vocês veio para nos ajudar”. 

Sua declaração foi dirigida à desembargadora Ângela Prudente no final da tarde desta segunda-feira (11\4), quando ela e o juiz Fabiano Ribeiro, diretor do Foro da cidade, e membros do TJTO visitaram a Associação Movimento Ecológico Amigos do Meio Ambiente (Ameama), que receberá os materiais da coletiva promovida pelo Judiciário tocantinense.

A ida à associação ocorreu após o workshop sobre a coleta, promovida pelo TJTO a magistrados, servidores e terceirizados da Justiça estadual, no fórum da cidade. O trabalho integra o Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário do Tocantins (PLS/PJTO), e é realizado pela Coordenadoria de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social (Cogersa) com a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat). Na tarde desta quarta-feira (12\4), o presidente do TJTO, desembargador João Rigo Guimarães, fará o lançamento oficial do projeto em solo araguainense – outras cidades já foram contempladas.

Trabalho árduo e imprescindível

Expedito Pereira Torres, um dos pioneiros na coleta de materiais recicláveis do município, recebeu a comitiva do TJTO ao lado de outros membros da Ameama. Durante o encontro, discutiram propostas de melhorias, reivindicações para estruturar a atividade e detalharam o trabalho desenvolvido pela entidade.

Na oportunidade, a desembargadora Ângela Prudente, presidente da Comissão Gestora do PLS/PJTO, falou dos objetivos do tribunal em apoio à Ameama. “Vamos destinar os resíduos que serão coletados pelos servidores, magistrados e demais interessados engajados na proposta para a associação. Ofereceremos o material para vocês trabalharem”, disse. “É a nossa forma de valorizar e incluir vocês, os catadores, por meio de associações e cooperativas, no projeto. O trabalho de vocês é árduo e imprescindível. Nada mais justo contribuirmos desta forma.”

O juiz Fabiano Ribeiro, diretor do fórum de Araguaína, detalhou o trabalho realizado pela comarca em benefício do sistema de coleta seletiva. “Estaremos desenvolvendo este trabalho com o intuito de atuar nos aspectos ambiental, social e econômico.”

A Ameama

Atualmente, cerca de 130 pessoas vivem da atividade e integram a associação, que recolhe mensalmente 1,5 tonelada de produtos. Uma das reivindicações atuais é a concentração de um ponto de coleta na cidade. O galpão, que fica no Setor Céu Azul, em Araguaína, está desativado. Questões burocráticas atualmente inviabilizam o trabalho, informa o diretor da Ameama, Paulo Simão de Oliveira. “Precisamos  hoje de um local para centralizar as atividades”, citou. 

A Ameama foi selecionada pelo TJTO para ser parceira do projeto da Coleta Seletiva Solidária. Segundo o diretor, até antes da pandemia, a Ameama vendia mensalmente entre 20 e  30 toneladas de materiais, o que corresponde a R$ 16 mil mensais. Para ele, o projeto do Judiciário do Tocantins é “importante ganho social, econômico e ambiental”.

Texto: Cristiano Machado

Fotos: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.