Workshop reúne magistrados(as) e servidores(as) para construir Planejamento Estratégico 2027-2032 do TJTO

Hodirley Canguçu/Esmat A imagem mostra o coordenador da Coordenadoria de Gestão Estratégica (Coges), Renato Alves, conduzindo a apresentação que deu início às atividades do workshop, acompanhado por magistrados e servidores participantes.

Com diálogo, participação coletiva e foco na identificação dos principais desafios do Judiciário tocantinense, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) iniciou, nesta terça-feira (4/8), o processo de elaboração do Planejamento Estratégico 2027-2032. O workshop reuniu cerca de 60 magistrados(as) e servidores(as) para uma imersão baseada em grupos focais, metodologia que permitirá construir, de forma colaborativa, as diretrizes que nortearão a atuação do Poder Judiciário pelos próximos seis anos.

A abertura dos trabalhos foi conduzida pela presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, que destacou a importância de um planejamento construído de maneira participativa.

“Essa construção tem que ser dessa forma mesmo: coletiva, participativa e envolvendo vários setores do Tribunal. Nós precisamos conversar para termos um entendimento comum, porque planejamento é tudo na vida das pessoas e, imagine, de uma instituição como o Poder Judiciário. Se nos organizarmos, com certeza teremos uma gestão ainda mais eficiente”, destacou.

A presidente também ressaltou que o fortalecimento do Judiciário passa pela continuidade das políticas institucionais e pelo trabalho integrado entre as gestões.

“O diferencial do nosso Poder Judiciário é exatamente a continuidade. Um gestor inicia, o outro dá sequência, e nós temos uma construção permanente. É isso que fortalece a instituição”, pontuou a presidente.

Construção coletiva

Após a abertura, o coordenador de Gestão Estratégica, Estatística e Projetos, Renato Alves, apresentou os fundamentos do Planejamento Estratégico, explicando conceitos como missão, visão, valores, indicadores, metas e projetos. Ele destacou que o documento funcionará como um guia para orientar todas as ações institucionais até 2032.

“O Planejamento Estratégico é como um GPS para o TJTO, porque mostra onde estamos, onde queremos chegar e qual é o melhor caminho para alcançar esse objetivo.”

Renato explicou que o trabalho está estruturado em 13 macrodesafios definidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que servirão de base para toda a construção do planejamento.

“O principal objetivo é identificar os grandes problemas que precisamos superar nos próximos anos. Não estamos olhando para problemas pequenos, mas para aqueles que, se solucionados, colocarão nossa instituição em outro patamar, tanto em eficiência quanto na prestação de serviços à sociedade.”

Segundo o coordenador, o workshop representa apenas a primeira etapa da elaboração do documento.

“Essa é a principal reunião, porque dela sairão os maiores insumos para o planejamento. Também recebemos contribuições por meio de formulários enviados a magistrados e servidores. Em agosto, faremos o diagnóstico; setembro será dedicado à consolidação dos dados e à construção técnica do documento; e, em outubro, o planejamento será submetido à reunião de líderes ampliados e ao Tribunal Pleno para aprovação.”

Atividades

Na sequência, o especialista em gestão estratégica, consultor e facilitador Fábio Scannavino apresentou a metodologia dos grupos focais. Divididos em 13 grupos, um para cada macrodesafio definido pelo CNJ, magistrados(as) e servidores(as) iniciaram o diagnóstico institucional, identificando os principais desafios, suas causas e possíveis caminhos para enfrentá-los.

“O foco não é pensar na solução. Primeiro precisamos entender qual é o problema. Muitas vezes, a solução mais fácil é dizer que precisamos de um novo sistema ou contratar mais pessoas. Mas, antes disso, precisamos identificar as causas. Só assim conseguiremos construir soluções realmente eficazes.”

Os participantes registraram, em cartões individuais (post-its), os principais problemas relacionados a cada macrodesafio. Em seguida, as equipes agruparam temas semelhantes, definiram prioridades e aprofundaram a análise das causas antes de avançar para a construção das soluções.

“Para cada problema, perguntem várias vezes: ‘Por que isso acontece?’. É assim que chegamos às causas reais”, pontuou o facilitador.

Segundo Fábio, o objetivo da metodologia é construir um diagnóstico baseado na experiência prática dos participantes, permitindo que as futuras ações estratégicas estejam alinhadas às necessidades reais da instituição.

Próximas etapas

Os trabalhos seguem durante a tarde com o aprofundamento das discussões em grupo. Após o workshop, as contribuições serão consolidadas juntamente com as respostas dos formulários enviados a magistrados e servidores. A elaboração técnica do documento ocorrerá em setembro e, em outubro, o Planejamento Estratégico 2027-2032 será submetido à reunião de líderes ampliados e ao Tribunal Pleno para aprovação.

Macrodesafios 

Confira os 13 macrodesafios do CNJ que orientam o Planejamento Estratégico 2027-2032

1. Garantia dos Direitos Fundamentais e dos Direitos Humanos
2. Fortalecimento da Relação Institucional do Poder Judiciário com a Sociedade
3. Agilidade, Efetividade e Qualidade na Prestação Jurisdicional
4. Enfrentamento à Corrupção, à Improbidade Administrativa e aos Ilícitos Eleitorais
5. Prevenção de Litígios e Adoção de Métodos Adequados de Solução de Conflitos
6. Consolidação do Sistema de Precedentes Obrigatórios
7. Promoção da Sustentabilidade e da Responsabilidade Social
8. Aperfeiçoamento da Gestão da Justiça Criminal
9. Aperfeiçoamento da Governança e da Gestão
10. Aperfeiçoamento da Comunicação Institucional e Combate à Desinformação
11. Aperfeiçoamento da Gestão de Pessoas
12. Aperfeiçoamento da Gestão Orçamentária e Financeira
13. Desenvolvimento Ético de Soluções de Inovação Tecnológica e Segurança Cibernética

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