Violentômetro: Corregedoria-Geral da Justiça disponibiliza painel para monitoramento de medidas protetivas no Tocantins

Imagem demonstrando painel com dados do violentômetro
Painel Violentômetro está disponível no site da CGJUS

Foi publicada no Diário da Justiça do último dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Portaria nº 612/2023, que dispõe sobre a institucionalização do indicador Violentômetro para o monitoramento de medidas protetivas, via painel de BI, no âmbito da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado do Tocantins (CGJUS). Ferramenta disponível para acesso público no site da CGJUS (aba Judicial), o painel Violentômetro permite o acompanhamento em tempo real da movimentação dos processos relacionados à violência doméstica e contribui para que o atendimento destas demandas seja cada vez mais célere.

“Essa ferramenta é muito importante para acompanhar os índices de violência doméstica em todo o estado, oportunidade em que poderemos acompanhar também o quantitativo de medidas protetivas e a presteza dos magistrados na condução e análise das demandas”, ressaltou a corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, sobre o projeto que começou a ser elaborado no último ano e contempla o Plano de Gestão 2023-2025 da CGJUS.

No painel desenvolvido pela Diretoria de Tecnologia da Informação - DSI/DTINF, os processos estão separados por assuntos, como violência doméstica contra a mulher, ameaça, estupro de vulnerável, lesão cometida em razão da condição de mulher, etc. A ferramenta ainda mostra a evolução das medidas distribuídas por ano, mês, comarca e vara; e traz o tempo que foi necessário para concessão, visando sempre atingir o prazo de até 48 horas previsto na Lei Maria da Penha.

Com os dados computados, a Corregedoria poderá fazer a  medição do índice de gestão da justiça criminal e do enfrentamento à violência contra a mulher no Tocantins, com foco na priorização de julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres (Meta 9). 

“O Violentômetro será uma excelente ferramenta para o enfrentamento da violência doméstica. Por meio da análise de dados estatísticos é possível identificar, por exemplo, os grupos populacionais mais vulneráveis à violência doméstica, bem como os tipos de violência mais prevalentes em determinadas regiões ou comunidades. Essas informações podem orientar a formulação de estratégias de prevenção e proteção para esses grupos, além de contribuir para a criação de políticas públicas mais abrangentes e eficazes”, explica a gestora da Meta 9, juíza Cirlene Maria de Assis, coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica (CEMSVID). “No Tocantins a grande maioria das MPU’s são analisadas antes de 48 horas, isso mostra o compromisso dos magistrados e magistradas em garantir a proteção dos direitos das mulheres”, complementou. 


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