Para as reeducandas da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP), a produção de artesanato é sinônimo de renda e de terapia. É assim que algumas delas caracterizam seu trabalho artesanal que, desde a terça-feira (6/5), está exposto no hall de entrada do Palácio Rio Tocantins, sede do TJTO. A ação é parte do projeto “Bazar Três Pontos: pelo direito de recomeçar”, coordenado pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins.
A exposição, que segue até sexta-feira, (9/5), reúne diversas peças, a maioria tapetes em crochê e relevo, “todas produzidas na CPPP pelas reeducandas em regime fechado e semi-aberto”, explica A. C., reeducanda e expositora.
Os proventos das vendas de cada item têm destino certo. “Com parte do dinheiro das vendas compramos o básico para produzirmos novas peças. A outra parte fica para comprarmos itens para nossa higiene pessoal, pois muitas não têm ajuda financeira da família”, afirma a reeducanda e expositora R.P..
O caráter terapêutico da atividade foi outro ponto importante enfatizado por elas. “Nós que fazemos este trabalho não ficamos com a mente vazia. É como uma terapia que ocupa a nossa vida com algo bom e produtivo e ajuda a passar o tempo”, disse a R.P..
Sobre o projeto Bazar Três Pontos
Em 2013, a Defensoria Pública do Tocantins criou o “Bazar Três Pontos: pelo direito de recomeçar”, a partir de três pilares: trabalho, liberdade e geração de renda. O Projeto, idealizado pretende ser um mecanismo de ressoacialização das reeducandas através do trabalho com o artesanato.