TJTO avança em Gestão por Competência

Iniciado na década de 70 pelo governo da França o modelo de Gestão por Competência ganhou o mundo e se tornou uma das ferramentas mais eficientes nas administrações públicas e privadas. Consciente da importância de uma gestão focada em resultados o Tribunal de Justiça do Tocantins avança e sai na frente ao incluir a ação no Programa de Gestão 2013/2015. O projeto está em fase de implantação por meio de empresa de consultoria devidamente contratada pelo Poder Judiciário.

Durante esta semana os consultores Renan de Marchi Sinachi e Thiago Evangelista vieram ao Tocantins para iniciar a etapa de implantação. De acordo com eles, o modelo de Gestão por Competência já tem um viés prático e uma experimentação de sucesso no setor público, a exemplo dos Tribunais Regionais do Trabalho. “O modelo de Gestão por Competência visa possibilitar que a instituição alcance sua visão em menos tempo e custo”, afirma Sinachi.

O consultor explica que a Gestão por Competência é organizada em basicamente três pilares, primeiramente, mapear critérios e definir claramente o que é esperado na parte técnica e comportamental no exercício das funções de trabalho de uma instituição. Ainda nessa etapa de mapeamento, definir claramente qual é a função de cada pessoa, tarefas e responsabilidades. Depois acontece uma etapa de avaliação para saber se as pessoas possuem as competências que o trabalho demanda se sim, ótimo, se não, se tem a oportunidade de alocar recursos para que o profissional receba capacitação conforme suas necessidades de melhoria.

“Um dos principais problemas do poder público é que muitas vezes se aplica recurso em capacitação de forma desordenada. O retorno não é condizente com os valores aplicados. Com a avaliação é possível realocar melhor os recursos e trabalhar melhor o desempenho de cada um. Isso é colocar a pessoa certa no lugar certo, mas isso é a médio e longo prazo, por que primeiro você treina a pessoa, é como um diamante bruto que precisa ser lapidado”, conta Renan de Marchi Sinachi, que ainda afirma, “quanto mais competência uma pessoa tem, maior é a probabilidade de ela ter bom desempenho”.

Para os consultores a estrutura ofertada pelo Tribunal de Justiça é vista como uma vantagem, “a questão de estrutura predial e de equipamentos, o Tribunal do Tocantins está bem à frente de outros tribunais que já passamos, outro fator importante é o plano de carreira dos servidores da instituição. Agora a fase é de Gestão de Pessoas, como vamos capacitar e desenvolver melhor essas pessoas”, afirma Thiago Evangelista.

 

Reunião de apresentação

Nesta sexta-feira (17/1) os consultores realizaram uma nova reunião, apresentando o modelo de Gestão por Competência à presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Ângela Prudente, servidores e magistrados que integram a Comissão Especial de Reforma do Código de Organização Judiciária. A reunião de apresentação, que ocorreu na Escola Superior da Magistratura Tocantinense – Esmat mostrou aos participantes as vantagens do modelo de Gestão por Competência.

Para o consultor Renan de Marchi Sinachi o Tribunal de Justiça dá um grande passo em gestão. “Implantar um projeto desse porte é certamente um desafio tanto para a iniciativa privada quanto para o setor público. Uma iniciativa que certamente resultará colheita de muitos frutos. Trata-se de um longo caminho a ser percorrido, mas com certeza, gratificante a cada novo passo”, afirmou.

Para a presidente do TJTO, desembargadora Ângela Prudente a gestão de pessoas é um projeto necessário. “É um projeto a longo prazo, é um desafio.   O Tribunal de Justiça do Tocantins está saindo na frente mais uma vez , estamos aqui abrindo a estrada e temos certeza que ela será pavimentada. Quando todos conhecerem melhor o projeto verão que trará muitos resultados”, afirmou.

 

Conceito de Gestão por Competência

A gestão por competências representa uma alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações. Propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as competências necessárias para alcançar seus objetivos.

A proposta da Gestão por Competências é compreender quais são as competências organizacionais críticas para o sucesso empresarial, desdobrá-las em termos de competências profissionais e desenvolvê-las junto ao quadro de funcionários internos.

A Gestão por Competências direciona sua ação prioritariamente para o gerenciamento da lacuna (gap) de competências eventualmente existente na organização ou equipe, procurando eliminá-lo ou minimizá-lo. A ideia é aproximar ao máximo as competências existentes na organização daquelas necessárias para atingir os objetivos organizacionais.

Sob essa perspectiva, minimizar eventuais lacunas de competências significa orientar e estimular os profissionais a eliminar as incompatibilidades entre o que eles são capazes de fazer (competências atuais) e o que a organização espera que eles façam (competências necessárias).


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