“Saber ouvir tornou-se uma competência indispensável”, destaca presidente do TJTO na abertura de encontro de ouvidorias da Região Norte

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“Em uma sociedade que fala cada vez mais, que se comunica em uma velocidade cada vez maior e apresenta demandas cada vez mais complexas, saber ouvir tornou-se uma competência indispensável para as instituições públicas.” Com essa reflexão, a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Vendramini Rosal, abriu, nesta quinta-feira (27/8), o IV Encontro de Ouvidores e Ouvidoras Judiciais da Região Norte, no auditório do Tribunal, em Palmas.

Ao dar as boas-vindas aos(às) participantes, a presidente ressaltou a satisfação de receber representantes dos tribunais da Região Norte e destacou a importância do encontro para fortalecer a capacidade de escuta das instituições.

A presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Vendramini Rosal, discursa em púlpito durante o IV Encontro de Ouvidores e Ouvidoras Judiciais da Região Norte. Ao fundo, o painel oficial do evento.

“Ouvir significa muito mais do que apenas receber uma manifestação. Significa acolher, compreender, identificar necessidades e reconhecer as nossas próprias dificuldades para transformarmos o que chega até nós em oportunidades de aperfeiçoamento da Justiça que entregamos à sociedade”, pontuou.

O presidente do Colégio Nacional de Ouvidores Judiciais (Cojud) e ouvidor-geral do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, enfatizou que o encontro renova o compromisso das ouvidorias com a escuta qualificada, a transparência e a aproximação do Poder Judiciário com a sociedade nortista.

O presidente do Colégio Nacional de Ouvidores Judiciais (Cojud), desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, discursa no púlpito durante o IV Encontro de Ouvidores e Ouvidoras Judiciais da Região Norte. Ao fundo, o painel oficial do evento.

“Garantir que a voz de um cidadão que habita os rincões da Amazônia chegue com clareza e seriedade ao Judiciário exige de nós soluções customizadas, inovadoras e imbuídas de profunda empatia e sensibilidade social. A busca por uma escuta ativa, humanizada e descentralizada é a chave para vencer as barreiras do isolamento e assegurar que a Justiça seja, de fato, acessível a todos os nortistas”, afirmou.

O desembargador também ressaltou que os encontros regionais constituem espaços de reflexão coletiva, compartilhamento de boas práticas e construção de soluções integradas.

 

Compartilhamento de experiências

O ouvidor judiciário do TJTO, desembargador João Rodrigues Filho, destacou que a presença de representantes de diferentes instituições demonstra a importância do compartilhamento de experiências, desafios e boas práticas entre as ouvidorias.

O desembargador João Rodrigues discursa no púlpito durante o IV Encontro de Ouvidores e Ouvidoras Judiciais da Região Norte. Ao fundo, autoridades acompanham a solenidade no palco e o painel oficial do evento.

“Com certeza, sairemos daqui mais preparados para cumprir nossa principal missão, que é ouvir e servir cada vez melhor. O diálogo entre as instituições é fundamental para construirmos um serviço público mais acessível e transparente”, afirmou.

Segundo o ouvidor, a iniciativa reforça o compromisso do TJTO com uma prestação jurisdicional “mais célere, acessível, segura e próxima do cidadão”.

A ouvidora da Mulher do TJTO, desembargadora Ângela Prudente, definiu o encontro como um espaço de diálogo e construção democrática. Para a magistrada, reunir representantes de toda a Região Norte também significa celebrar a essência do Poder Judiciário, que é servir ao(à) cidadão(ã).

A desembargadora Ângela Prudente discursa no púlpito durante o IV Encontro de Ouvidores e Ouvidoras Judiciais da Região Norte. No palco, autoridades acompanham a solenidade, diante do painel oficial do evento.

“Falar de ouvidoria é revisitar uma das fases mais gratificantes da minha carreira como magistrada. Tive a honra de atuar como ouvidora judiciária durante dois anos. Esse período proporcionou um aprendizado intenso e me fez compreender que a ouvidoria, antes de tudo, representa um exercício de escuta empática e um elo vital entre a Justiça e a sociedade”, ressaltou.

 

Memória e reconhecimento

Durante a programação, o TJTO inaugurou a Galeria Virtual de Ex-Ouvidores(as) Judiciais, criada para preservar a memória e reconhecer a contribuição dos magistrados que já estiveram à frente da Ouvidoria Judiciária. O espaço pode ser acessado pelo site do Tribunal.

A solenidade também contou com a entrega do Medalhão Esmat ao ouvidor nacional de Justiça e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcello Terto e Silva, e ao presidente de honra do Cojud e ouvidor-geral do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), desembargador Altair de Lemos Júnior.

A honraria reconhece pessoas que se destacam na promoção e na defesa dos direitos humanos, além de incentivar a continuidade dessas práticas e o fortalecimento da cidadania.

 

Programação

Também participaram da abertura a ouvidora-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), juíza Flávia da Costa Viana, os desembargadores Rurípedes Lamounier (ouvidor substituto do TJTO), Gil Corrêa, Gilson Valadares, Nelson Coelho, Edilene Pereira Natário, e Marcos Antonio de Sousa; além de magistrados(as), servidores(as), representantes de instituições parceiras e integrantes da sociedade civil.

Organizado pela Ouvidoria Judiciária do TJTO, em parceria com a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), o encontro segue até esta sexta-feira (28/8). A programação reúne representantes de ouvidorias de diferentes tribunais para compartilhar experiências, desafios e boas práticas voltadas ao aprimoramento dos serviços prestados pelo Poder Judiciário.

 

Confira aqui a programação completa.


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