Presidente do TJTO é homenageada no 1° Seminário do Fórum Fundiário Nacional

Wagner Soares/TJGO A presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Vendramini Rosal, recebe homenagem durante o Seminário do Fórum Fundiário Nacional, realizado em Goiânia (GO). Na imagem, a magistrada exibe a placa de reconhecimento ao lado de autoridades do sistema de Justiça e representantes de instituições ligadas à temática fundiária. Ao fundo, o painel do evento destaca o tema voltado à dignidade, sustentabilidade e inclusão nas questões fundiárias.

O 1º Seminário do Fórum Fundiário Nacional, realizado nos dias 1° e 2 de junho, em Goiânia/GO, debateu os desafios e as soluções referentes à regularização fundiária e à governança territorial. Durante a solenidade de abertura, ex-presidentes do Fórum Fundiário Nacional foram homenageados pelo trabalho realizado à frente da gestão do colegiado.

A presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, recebeu a placa de reconhecimento pela gestão no Exercício 2024.

“A gente se apaixona pela regularização fundiária. Foi um dos trabalhos mais gratificantes que realizei na Corregedoria, porque a regularização fundiária é cidadania, é respeito, é segurança jurídica. E eu tenho muito orgulho de ter sido presidente do Fórum  Fundiário Nacional”, disse.

Também foram homenageados o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargador José Edivaldo Rotondano; o corregedor do Foro Extrajudicial do Piauí, desembargador Hilo Almeida Sousa; e o desembargador do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), Gilberto Barbosa Batista dos Santos.

Encontro

Com o tema “Dignidade, Sustentabilidade e Inclusão”, o  seminário reuniu gestores públicos, especialistas e representantes do Poder Judiciário de todo o país. Do Tocantins, participou do evento o juiz Auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Marcelo Laurito Paro.

Para o magistrado, o encontro reforça o compromisso histórico do Poder Judiciário com a dignidade da pessoa humana e a inclusão social. “O seminário consolida a articulação institucional das Corregedorias, fortalece diretamente a governança territorial e impulsiona soluções para as complexas demandas de regularização fundiária”, disse.

Promovido pelo Fórum Fundiário Nacional, em parceria com o Instituto de Direito Administrativo de Goiás (Idag), Tribunal de Contas de Goiás e Tribunal de Justiça de Goiás, a primeira edição do seminário abordou o papel do Poder Judiciário na regularização fundiária e na concretização dos direitos humanos.

 “A regularização fundiária toca diretamente a vida de milhões de brasileiros que aguardam respostas do Estado. Este fórum demonstra que a questão é mais que um tema setorial, é um compromisso com a dignidade humana”, ressaltou o desembargador Anderson Máximo de Holanda, corregedor do Foro Extrajudicial e presidente do Fórum Fundiário Nacional.

“Goiás se honra em sediar este diálogo qualificado sobre a questão fundiária”, destacou o presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, ao ressaltar a importância do tema para as instituições que integram o sistema de Justiça. “A insegurança documental prolonga os conflitos, fragiliza as relações patrimoniais e transfere para a jurisdição disputas aptas a tratamento administrativo consensual”, afirmou.

Já a presidente do Idag, Heloísa Helena Godinho destacou que “a regularização fundiária não existe de forma isolada, ela se conecta a diversas áreas do Direito e, por isso, merece ser debatida de forma ampla e integrada”.

O vice-presidente do TCE-GO, conselheiro Sebastião Tejota, ressaltou a satisfação da instituição em receber o evento. "É uma honra para o Tribunal de Contas sediar um seminário de tamanha relevância para o país”, declarou.

Conferência magna


Ainda durante a abertura, foi proferida a palestra magna “Território, dignidade e futuro: o papel da regularização fundiária na construção de cidades sustentáveis e inclusivas” pela  jurista e advogada Daniela Libório. Segundo ela, as cidades podem tornar invisíveis os cidadãos mais vulneráveis. “A cidade é palco de muitas diferenças e o processo de regularização fundiária busca promover inclusão e dignidade para os diferentes grupos sociais presentes no tecido urbano”, disse.

Fonte: TJGO


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