Poder Judiciário tocantinense marca presença na VIII Jornada de Direito da Saúde em Brasília

CNJ A imagem mostra a mesa de abertura de um evento institucional realizado no auditório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). À frente do auditório, seis autoridades compõem a mesa principal, posicionadas atrás de uma bancada identificada com a marca do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus). Ao centro, os participantes acompanham a solenidade, enquanto um dos palestrantes tem sua imagem projetada em um grande telão ao fundo.  O auditório está lotado, com dezenas de participantes sentados e voltados para a mesa de autoridades. No painel lateral, é possível visualizar a identificação da “VIII Jornada de Direito da Saúde”, reforçando o caráter técnico e jurídico do encontro. O ambiente apresenta estrutura moderna, com iluminação adequada e recursos audiovisuais utilizados para a transmissão e acompanhamento das atividades do evento.

A juíza coordenadora do Comitê Estadual de Saúde e coordenadora-geral do Núcleo de Apoio Técnico ao Poder Judiciário (Natjus/TO), Milene Carvalho Henrique prestigiou a abertura da VIII Jornada de Direito da Saúde, na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida na terça-feira (16/6). 

Na ocasião, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu que a complexidade das demandas do setor exige um diálogo técnico rigoroso e inteligência coletiva. “Destaco a importância da composição da mesa, ao lado de integrantes da magistratura, representantes do Ministério Público, das defensorias, das advocacias públicas e privadas e de autoridades da área de saúde”, ressaltou Fachin, apontando que o conhecimento compartilhado transforma dúvidas em justiça efetiva.

Durante o evento, composto por magistrados e magistradas de todo o Brasil, Fachin assegurou que, apesar da complexidade da questão da saúde, o conhecimento cooperado dá confiança para que as dúvidas sejam transformadas em justiça efetiva. Essa segurança é possível a partir do Tema 1234 da repercussão geral do STF.  “Representa o alicerce jurídico para a modernização da gestão judicial da saúde no Brasil, trazendo racionalidade e segurança ao ato de decidir”, elogiou o presidente do CNJ. Ele aproveitou para cumprimentar a atuação do relator do Tema 1234, o ministro do STF Gilmar Mendes, que participou da abertura do evento.

Pelo Poder Judiciário do Tocantins, também prestigiaram o evento, o titular do Juizado Especial da Infância e Juventude, juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira; e parte da equipe NatJus: médicos Flávio Cavalcante de Assis e Jakeline Lacerda Neri; enfermeiro, Eduardo Cunha da Silva; assessora jurídica, Laudecy Alves do Carmo Soares; e o farmacêutico, Marcos Vinicíus Abrantes Borges. 

Segurança nas decisões

Além de organizar competências entre os entes federados, a decisão do STF significou “o amadurecimento de uma Justiça que deixou de ser apenas um agente de execução para tornar-se uma inteligência compreensiva do sistema de saúde”, pontuou o ministro.

A partir dos avanços alcançados, passaram a ser indispensáveis as decisões tecnicamente fundamentadas, continuou o ministro. “A Plataforma Nacional da Saúde serve de alicerce e suporte para outras entregas que hoje realizamos ao Judiciário, como o sistema JudSaúde e a apresentação do sistema de EvidêncIA Jud”, adiantou Fachin sobre o conteúdo da Jornada.

Ele explicou que o JudSaúde possibilita a rápida definição de competência de acordo com os parâmetros introduzidos pelo Tema 1234, além de auxiliar na definição dos custos para o cumprimento das decisões. Já o EvidencIA Jud utiliza técnicas de ciência e engenharia de dados para prestar apoio à tomada de decisão na área da judicialização da saúde. 

Fachin afirmou que a última tecnologia traz informações sobre evidências científicas, notas técnicas e pareceres do sistema e-NatJus e da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para estabelecer um modelo de linguagem que permite respostas de alta fidelidade sobre a correlação entre patologias e medicamentos. 

O ministro sublinhou que as novas ferramentas atendem aos Temas 6 e 1234 da Repercussão Geral do STF. Ele reforçou que as novas tecnologias oferecerão mais segurança aos magistrados e magistradas. “Para que cada decisão esteja ancorada na solidez das evidências científicas, e não apenas em impressões isoladas”, reforçou.

Debate e novos enunciados

A supervisora do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus), conselheira Daiane Lira, destacou o evento como um espaço de construção coletiva para assegurar o direito fundamental à saúde com responsabilidade técnica.

O Fonajus já soma 147 enunciados aprovados em edições anteriores. Nesta Jornada, os participantes debatem 56 novas propostas de textos e revisões de entendimentos baseadas no histórico dos comitês estaduais e nas decisões vinculantes do STF, incluindo os Temas 6 e 1234 e a ADI 7265 (saúde suplementar). Daiane Lira anunciou ainda que o V Congresso Nacional do Fonajus será realizado nos dias 5 e 6 de novembro, em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Com informações Comunicação CNJ


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