Poder Judiciário leva oficinas de indicação geográfica para região do Jalapão com foco na proteção jurídica do artesanato tradicional em capim dourado

Divulgação Público sentado em auditório durante palestra
Oficina do Poder Judiciário é desenvolvido por meio da parceria Esmat-UFT

Para que o Jalapão continue sendo a região de procedência do artesanato em capim dourado, a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), por meio da coordenação do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR), realizou no sábado (26/8), mais uma “Oficina de Formação em Indicação Geográfica”, no Centro de Eventos de Mateiros, com artesãos das comunidades  quilombolas do Prata e Mumbuca, de Mateiros e Lizarda.

Idealizadora do projeto, a juíza coordenadora de Pesquisa e Projetos de Extensão da Esmat, Aline Iglesias, explica que: “o objetivo é levar informações sobre o instituto jurídico da indicação geográfica e seus benefícios para as comunidades artesãs para a proteção da tradição, da cultura e do próprio capim dourado”.

A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargadora Ângela Prudente, prestigiou a iniciativa ao lado do vice-governador do Estado, Laurez Moreira. 

Sobre o projeto

O projeto realizado pelo Poder Judiciário do Tocantins (PJTO) teve início em Novo Acordo-TO, no dia 19 de agosto, no fórum do município. Participaram comunidades quilombolas e artesãos do capim dourado dos municípios de Novo Acordo, Ponte Alta, Lagoa do Tocantins e Santa Tereza do Tocantins.

Na ocasião, além das autoridades supracitadas, estiveram presentes, a prefeita de Novo Acordo – TO, Deusany Batista do Castro; diretora de Proteção aos Quilombolas da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins, Ana Cláudia Matos da Silva (Ana Mumbuca); vereador de Lagoa do Tocantins, ; José Porfírio Seixas; assessor Jurídico da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins, Hermógenes Alves Lima Sales; diretora de Turismo do Município de Ponte Alta do Tocantins, Raylla Tattielle Elias Fernandes; consultora do Sebrae, Cláudia Roberta Silva; e Prefeito de Santa Tereza do Tocantins, Antônio da Silva Campos.

Além da programação deste sábado, está previsto para o dia 12 de setembro, às 8 horas, na sede da Esmat em Palmas, o I Encontro – Debatendo a Indicação Geográfica do Artesanato em Capim Dourado: diagnósticos e proposições.

Indicação Geográfica

A indicação geográfica permite identificar um produto como originário de um local, país, cidade, ou região, por sua característica, qualidade, reputação a ele atribuído, essencialmente, conforme sua origem geográfica, como no caso do capim dourado. O objetivo da oficina é de permitir o desenvolvimento da atividade do artesanato tradicional do Jalapão, com a garantia da proteção jurídica proveniente das normas de proteção à propriedade intelectual.


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