Pesquisa do CNJ ouve trabalhadoras e trabalhadores do Judiciário sobre cuidados

Reprodução CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou até 18 de maio uma pesquisa nacional para compreender como as responsabilidades de cuidado — com crianças, familiares idosos, pessoas com deficiência e a própria saúde, por exemplo — afetam a vida profissional das trabalhadoras e dos trabalhadores do Poder Judiciário.

A iniciativa é do Grupo de Trabalho de Cuidados (GT de Cuidados), criado pela Portaria CNJ n. 379/2025, e integra o processo de elaboração da futura Política de Cuidados no Poder Judiciário. O questionário é dirigido a todas as pessoas que trabalham no Judiciário, independentemente do cargo ou do vínculo, com participação voluntária e respostas anônimas. O preenchimento leva, em média, 15 minutos e pode ser realizado neste link  Eventuais dúvidas podem ser ser encaminhadas ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Os dados coletados complementarão os resultados de um levantamento anterior, realizado entre fevereiro e março de 2026 junto a tribunais e seções judiciárias. Nesta pesquisa, foram mapeadas estruturas de governança, programas institucionais, normativos internos, planejamento orçamentário e os principais desafios relacionados à agenda de cuidados.

“Sabemos que o trabalho de cuidado não é distribuído de forma equilibrada dentro das famílias, nem na sociedade. Os dados levantados nessas pesquisas vão embasar o desenho de uma política baseada em evidências, capaz de transformar essa realidade também dentro do Judiciário”, afirma a juíza auxiliar da Presidência do CNJ e coordenadora-executiva substituta do GT de Cuidados, Camila Pullin.

Ambos os levantamentos contam com o apoio técnico do Programa Justiça Plural, iniciativa de cooperação entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Construção da política no Judiciário

Criado em outubro de 2025, o GT de Cuidados reúne juízas e juízes auxiliares do CNJ, outras magistradas e magistrados, especialistas, pesquisadoras e pesquisadores, bem como representantes do Judiciário, do Executivo e da sociedade civil com experiência na área. Além do diagnóstico por meio de pesquisas, o grupo analisa a prestação jurisdicional e a transversalização da temática dos cuidados na estrutura do Judiciário. Os levantamentos vão embasar a Política de Cuidados em construção. Para ampliar o debate interno, o GT já realizou dois webinários dedicados às bases conceituais e  normativas do tema.

O que são cuidados

Cuidados são todos os trabalhos voltados a atender necessidades humanas básicas, sejam elas físicas, emocionais, psicológicas ou de desenvolvimento. Isso inclui tanto o cuidado direto com pessoas (crianças, pessoas idosas, com deficiência ou enfermas), quanto as atividades que sustentam o desenvolvimento da vida, como as tarefas domésticas de preparar alimentos, administrar medicamentos, realizar atividades de higiene e outros. Este trabalho pode ser exercido de forma remunerada ou não, dentro ou fora de casa.

O debate sobre o tema cresceu diante do reconhecimento de que as responsabilidades de cuidado impactam diretamente a vida profissional, a saúde mental, a produtividade e a progressão na carreira, afetando de forma desigual especialmente as mulheres e as famílias em situação de vulnerabilidade social. É nesse contexto que se insere a Política Nacional de Cuidados, iniciativa do governo federal voltada a reconhecer, redistribuir e valorizar o trabalho de cuidado no Brasil, promovendo maior equidade entre os diferentes grupos sociais.


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