No Fonajup e Fonajuv, Petrúcia Andrade diz que governo federal está aberto a projetos de promoção de crianças e adolescentes

Em palestra de abertura do XXIV Fórum da Justiça Juvenil (Fonajuv) e do VI Fórum da Justiça Protetiva (Fonajup) na noite desta quarta-feira (27/3), em Palmas, a secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Petrúcia de Melo Andrade, afirmou que sua pasta reforçará as políticas de promoção e prevenção, e que apoiará projetos do Judiciário neste sentido.

“Temos que deixar de apagar incêndio para focarmos em ações concretas e uma delas é inserir a aprendizagem no meio aberto, médio e fechado para criarmos perspectiva de emprego para esses jovens”, afirmou, ressaltando que só a construção de centros socioeducativos não resolve o problema da violência que permeia o universo infanto-juvenil no País, mesmo com alto custo de sua construção e manutenção.  “Nós temos muitos segmentos trabalhando para mudar essa realidade, como o Conselho Nacional de Diretos das Crianças e ONGs, mas, no entanto, não se consegue barrar a violência”, ressaltou.

Para uma platéia formada por juízes e desembargadores de vários estados do País, que lotaram o auditório da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat),  Petrúcia afirmou que o mercado mudou, e que esses jovens precisam ter trabalho, capacitação, não só no ramo administrativo, lembrando as restrições impostas pela legislação. 

A secretária destacou ainda a importância do papel da família e das igrejas não só para  prevenir que os jovens comentam  atos infracionais, mas também para evitar que sejam alvos de violência dentro da própria família. “Precisamos resgatar a relação com a família, criar grupos reflexivos com a participação de pais, padrastos e madrastas”.
Segundo ela, nessa perspectiva, é preciso fortalecer o meio aberto com participação das igrejas no processo junto com os pais. “A família tem que entender que tem responsabilidade, depois a sociedade, depois o Estado. Essa é minha provocação e conto com a colaboração dos juízes nesse sentido”, pediu.  

Questionada por juízes sobre a proposta de redução da maioridade penal, que conta com o apoio do presidente da República, Petrúcia respondeu: “esse é um campo minado. O presidente é a favor, a ministra não (Damares Alves – ministra dos Direitos Humanos), mas dentro da secretaria há quem pense, em caso de crime graves, mas com o cumprimento da pena longe do adulto”. E ressaltou: “é preciso virar esse jogo. É possível. Acredito da mediação de conflitos, na conciliação, não só encarcerar. Aprendizagem vai ajudar”.

A palestra de Petrúcia de Melo Andrade foi mediada pela presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Tocantins (Asmeto), Julianne Marques, e pelo desembargador José Antônio Daltoé Cezar, presidente da Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj).

 Texto: Marcelo Santos Cardoso / Fotos: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO

 


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.