Médicos destacam cuidados básicos para evitar doenças na 4ª Semana da Saúde do Poder Judiciário

Uma roda de conversas com diversos profissionais de saúde marcou o início do segundo dia de atividades da 4ª Semana da Saúde do Poder Judiciário. O público se reuniu na manhã desta sexta-feira (13/9), no auditório do Tribunal de Justiça, e recebeu dicas de como ter uma vida saudável e com qualidade.

Neste ano, o tema do evento abordou saúde mental, trabalho e estilo de vida saudável, e trouxe profissionais que atuam nas áreas de cardiologia, nutrologia, neurologia, ortopedia e saúde mental para esclarecer as principais dúvidas recorrentes. Ao fim, o público alvo participou também de um sorteio para ganhar brindes especiais oferecidos pela Euporiun.

Ao mediar à mesa redonda, a médica cardiologista Elaine Cristina Ferreira, chefe do Espaço Saúde do TJTO, lembrou que magistrados e servidores das comarcas do interior puderam fazer perguntas que foram enviadas por email. Foram debatidos assuntos sobre os vilões e mocinhos nas dietas alimentares, e demais problemas de saúde alinhados aos maus hábitos relacionados à atividade física e alimentação saudável.

Os médicos também responderam outras diversas perguntas que foram feitas no auditório pelos servidores para os profissionais de saúde que responderam dúvidas sobre diversos assuntos entre eles a alergia alimentar, dores de cabeça, ingestão de suplementação após atividade física, osteoporose e crises de pânico.

O clínico-geral do Espaço Saúde Flávio Cavalcante, especialista em nutrologia, destacou que tanto doenças físicas, como mentais estão alinhadas aos péssimos hábitos alimentares. “Comer bem, não é dieta restritiva. Sem extremos. É preciso ter cuidado quanto ao que é veiculado na mídia a ferro e fogo em relação às dietas. Não há fórmulas mágicas e nem milagres. O segredo é a relação entre o consumo moderado e atividades físicas”.

Ao falar dos sinais de alerta sobre sintomas relacionados a dores de cabeça, Leonardo Bruno Frauches, neurologista que atua na Ajunta Médica do TJ, afirmou que o sintoma não é tão simples quanto parece, e que é preciso tomar cuidado com o abuso do uso de analgésicos e anti-inflamatórios.

“Não é recomendado a automedicação, que pode piorar o quadro clínico. O primeiro alerta é o diferente. Dores acompanhados de febre e vômitos intensos, dores na madrugada, ou durante a atividade física e atividades sexuais, são alertas que sempre precisam ser investigados. O segundo sinal que cabe uma avaliação médica é a cefaleia após os 40 anos de idade”, lembrou.

Médico ortopedista do Espaço Saúde, Luiz Xavier Godinho Filho conversou sobre os cuidados de ponto de vista ortopédicos e destacou que a maioria das queixas é tratada com atividades físicas. “Não é de uma hora para outra que o paciente vai conseguir melhorar a qualidade de vida. Começar a atividade física de maneira lenta, progressiva e contínua, se adaptando ao que gosta de fazer e desde que seja sem contra indicação médica, aumenta a saúde mental e física”, orientou.

Já o médico psiquiatra e coordenador do serviço de psiquiatria clínica do Hospital Geral de Palmas, Wordney Carvalho Camarço, abordou os principais sintomas de depressão e a importância de procurar correta orientação médica, já que há muito preconceito, mitos e falsos diagnósticos, além das causas e não causas aparentes.

“Tristeza não é depressão. Mas as famílias devem conversar sobre suicídio e acompanhar a tristeza prolongada que não flutua, que não se altera e somada a outros sintomas, como alteração de comportamento, alteração do sono, insônia, apetite, disfunção sexual, perda do interesse para fazer coisas que sempre gostou. A prevenção é a saída”, afirmou o psiquiatra.

Para Flávia da Silva Neves, estagiária do Espaço Saúde, com os ensinamentos fica mais fácil lidar com ela própria e com pessoas próximas. "Muitas respostas que eles deram para nós foram bastante esclarecedoras, porque, por mais que pareçam meio óbvias, a gente observa que desconhece.”

Como vai você? Saiba sobre o trabalho do CVV

Quem contou um pouquinho sobre a experiência de voluntariado no Centro de Valorização da Vida (CVV) foi Raimundo Expedido, que destacou que durante os atendimentos sigilosos há uma construção e um banho de realidade e humanização.

“Vivemos um desequilíbrio. Os tecidos sociais das relações estão rasgados. Não prestamos mais atenção nas pessoas. Devemos acolher e não julgar. Milagres acontecem pela relação proposta ali nas ligações que proporcionam mudanças de vida para todas as pessoas”, afirmou o voluntário.

O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente a todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. Caso necessite conversar ou conheça alguém que precisa de ajuda, ligue para o 188. Lembre-se que você não esta sozinho.

Texto: Natália Rezende

Fotoa: Ednan Cavalcante

Comunicação TJTO


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