Judiciário leva palestra sobre política de enfrentamento e prevenção ao assédio e discriminação ao Coren-TO

Rondinelli Ribeiro Mulher negra de camisa cinza e terno azul fala para público em auditório de paredes e piso em tons cinza escuro. Ao fundo, telão e banners em tons brancos e azuis claros sobre tema assédio

“É preciso falar para desnaturalizar!” Essa foi a mensagem reforçada pela servidora do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Daniella Negri, membro da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual, no âmbito do 2º Grau do Poder Judiciário tocantinense. Ela conduziu, nesta sexta-feira (14/2), uma palestra sobre o tema no 1º Top de Gestão do Conselho Regional de Enfermagem do Tocantins (Coren-TO), realizado no auditório do Conselho Regional de Administração (CRA-TO).

Com foco na prevenção do assédio moral e da discriminação, Daniella destacou a importância da conscientização como estratégia essencial. “Não que o enfrentamento não seja necessário, mas a melhor forma de prevenção é falar sobre o assunto e dar exemplos. Quando a pessoa está instruída, a tendência é diminuir os índices”, afirmou.

Ao abordar o assédio sexual, ressaltou que se trata de um crime e deve ser encarado dessa forma. "É crime e deve ser tratado como tal. Não existe espaço para prevenção ou favores sexuais, quando há um recorte racial, onde o número de mulheres negras assediadas é muito maior em relação às brancas”, enfatizou.

A palestra foi voltada aos membros e gestores do Coren-TO, que recentemente criaram a Comissão de Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação. Instituída no último dia 10 de fevereiro, a comissão tem o Judiciário tocantinense como referência para a implementação de políticas e estratégias voltadas ao combate dessas violações.

Para Daniella Negri, participar do evento foi um momento significativo. “O Coren me permite hoje realizar um sonho de falar deste assunto para uma plateia. Precisamos falar sobre a cultura do assédio, sim, porque infelizmente é cultural e nem sempre o assediador sabe que pratica assédio e vocês têm o poder de fazer essa palavra chegar até eles. Não é fácil, mas é possível promover uma nova cultura”, destacou.

O evento também contou com palestras sobre Lei de Acesso à Informação, Liderança no Trabalho em Equipe para Planejamento 2025, entre outros temas. Na ocasião, o Coren-TO lançou oficialmente sua Campanha da Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação, destacando seu compromisso na construção de um ambiente de trabalho mais seguro e respeitoso.


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.