Judiciário do Tocantins prestigia posse da nova presidência do STF

Divulgação STF A imagem mostra Sessão solene de posse da nova presidência do STF, realizada em plenário, com ministros togados sentados à mesa, público presente e telas exibindo a transmissão ao vivo.

Os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes tomaram posse, nesta segunda-feira (29/09), na presidência e vice-presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Representando o Judiciário tocantinense, prestigiaram a solenidade a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Maysa Vendramini Rosal; e o corregedor-geral de Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho. A desembargadora Ângela Prudente, primeira-dama do Estado, também esteve presente ao lado do governador em exercício do Tocantins, Laurez Moreira.

“A posse do ministro Edson Fachin fortalece ainda mais o Poder Judiciário. Sua trajetória ponderada e comprometida com a justiça social reforçará as políticas voltadas às pessoas em situação de vulnerabilidade, como as crianças e adolescentes. E esse olhar social é de grande relevância para toda a sociedade.  Desejo sucesso e êxito aos ministros Fachin e Alexandre de Moraes”, destacou a presidente do TJTO.

Ao tomar posse, o ministro Edson Fachin afirmou que sua gestão será guiada por racionalidade, diálogo e discernimento. “O país precisa de previsibilidade nas relações jurídicas e confiança entre os Poderes. O Tribunal tem o dever de garantir a ordem constitucional com equilíbrio”, afirmou. 

O ministro buscará estimular o diálogo entre os Poderes e a estabilidade institucional.  Esse diálogo se dará sem exclusões nem discriminações, visando a um relacionamento institucional integrado e participativo. “Nosso compromisso é com a Constituição. Repito: ao Direito, o que é do Direito. À política, o que é da política”. 

Prioridade a grupos silenciados 

Uma das ênfases da gestão será a aplicação da Constituição com atenção prioritária a grupos historicamente esquecidos, silenciados ou discriminados, e Fachin citou especificamente a população negra, os povos indígenas, as mulheres e as crianças. “É hora de ouvir mais. Grupos vulneráveis não podem ser ignorados. A escuta é um dever da Justiça, e com a garantia do espaço de autodeterminação das origens plurais das pessoas, povos e comunidades, em igual dignidade”, ressaltou. 

Edson Fachin assegurou que a pauta de julgamentos será construída de forma colegiada, privilegiando as ações em que a Corte reafirme seu compromisso com os direitos humanos e fundamentais. “A pauta é da instituição, e não apenas da Presidência”, ressaltou. 

Desafios contemporâneos 

O novo presidente listou uma série de desafios complexos para o Judiciário, como o aumento da judicialização de demandas sociais, as mudanças climáticas, os impactos da transformação digital, a desinformação e o crime organizado em rede. 

Um dos objetivos do ministro é estruturar a transformação digital do Judiciário a partir da governança de tecnologia, com foco nos usuários dos serviços públicos digitais, possibilitando a transparência a partir do acesso a dados estruturados e acessíveis. Para Fachin, a revolução digital deve ser acessível e transparente e estar a serviço da cidadania e da inclusão. O objetivo, explicou, é aproximar o Judiciário do povo, reduzindo barreiras e ampliando a compreensão pública sobre sua atuação. 

Combate à corrupção e ao crime organizado 

Para Fachin, o Judiciário não deve cruzar os braços diante da improbidade. “A resposta à corrupção deve ser firme, constante e institucional”. 

No campo da segurança pública, anunciou a intenção de estudar a criação de uma rede nacional de juízes criminais especializada em organizações criminosas, além de um “tripé de ações” que incluiria um Mapa Nacional do Crime Organizado e um pacto interinstitucional para seu enfrentamento. 

Judiciário 

Dirigindo-se aos mais de 18 mil juízes do país, o presidente do STF afirmou que magistrados(as) educam também por seus exemplos. Ele destacou a necessidade de um padrão remuneratório digno para a carreira, que assegure a independência funcional, não perpetue privilégios nem dilua seu senso de propósito. 

Para o ministro, a transparência é a chave quanto às modalidades de remuneração. Nesse sentido, afirmou que terá respeito intransigente à dignidade da carreira, mas também à contenção de abusos. “A independência judicial não é um privilégio, e sim uma condição republicana. Um Judiciário submisso, seja a quem for, perde sua credibilidade”, concluiu. 

Leia a íntegra do discurso.

(Fonte: Pedro Rocha//CF)


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