Em encontro nacional, juízes auxiliares da Presidência do TJTO discutem estruturação e avanços tecnológicos no Judiciário

A evolução tecnológica e a importância da estruturação dos tribunais de Justiça do país foram os pontos centrais de debate realizado durante o II Encontro Nacional do Conselho de Presidentes de Tribunais de Justiça (Consepre), na tarde desta quarta-feira (15/6), em Aracaju (SE).

Designados pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), desembargador João Rigo Guimarães, os juízes auxiliares da Presidência Manuel de Faria Reis Neto e Océlio Nobre representaram o Estado nas discussões. Pela relevância do tema, a organização do evento realizou nesta tarde esta agenda paralela à programação dos presidentes dos tribunais, que participaram de reunião administrativa.

Para Océlio Nobre, foi importante obter informações e discutir realidades locais e nacionais com os demais magistrados. “Precisamos absorver os grandes avanços que a tecnologia trará ao poder judiciário nacional. O mundo está em constante transformação e, no campo da tecnologia, é onde as mudanças são mais sentidas”, destacou. “Realidades como metaverso e inteligência artificial exigem do Poder Judiciário um enfoque estruturado, planejado para concretizar os valores eficiência e Justiça material, que é a razão de existir do Poder Judiciário”, complementou.

Já Manuel de Faria Reis Neto ponderou que, além do avanço, o encontro serviu para discutir soluções que devem ser conquistadas para a eficácia da prestação do serviço ao jurisdicionado. “O encontro discutiu os avanços que a tecnologia trouxe ao Poder Judiciário nos últimos anos, bem como o que se espera de mudança para os anos vindouros. Apresentou algumas dificuldades na implementação da inovação e forma de solução cooperativa entre os diversos tribunais.”

“Inove-se”

Em meio às discussões, o Consepre propiciou aos presentes a palestra “Inove-se: conexão entre Judiciário, tecnologia e inovação”, ministrada pelo advogado Ademir Piccoli, fundador do movimento Judiciário Exponencial. “Já vinha crescendo de forma intensa a implementação de ferramentas de tecnologia e inovação antes de 2020. Mas a pandemia acelerou isso. No Judiciário, ainda estamos em fase de digitalização, alguns Tribunais mais avançados que outros, mas, no futuro, as pessoas terão o serviço completo de forma remota”, opinou Ademir.

Ainda segundo o palestrante, temas como segurança da informação e inteligência artificial não são mais exclusivos da área de tecnologia. “Todos operadores do Direito estão, de alguma forma, discutindo esses assuntos”, ressaltou Ademir. O Judiciário Exponencial, idealizada por ele em 2014, tem quatro pilares: consultoria, eventos, conteúdo e educação. “Com isso, auxiliamos pessoas e instituições a se prepararem para a Justiça do futuro”, completou.

Texto: Cristiano Machado, com a colaboração de Tião Pinheiro e informações do TJSE

Fotos: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.