A Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS) realizou, nesta terça-feira (16/6), a abertura da Correição Geral Ordinária na Comarca de Porto Nacional. A atividade integra o calendário institucional da Corregedoria e tem como objetivo acompanhar o funcionamento das unidades judiciais, orientar magistrados e servidores, identificar boas práticas e promover o aperfeiçoamento contínuo da prestação jurisdicional.
A solenidade reuniu representantes da administração do Poder Judiciário, marcando o início dos trabalhos correicionais na comarca. Durante a abertura, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, ressaltou que a atuação da Corregedoria tem se consolidado cada vez mais como um instrumento de orientação, cooperação e construção conjunta de soluções para os desafios enfrentados pelas unidades judiciárias.
Segundo o magistrado, a atividade correicional vai além da fiscalização e busca compreender as particularidades de cada comarca, contribuindo para o fortalecimento da gestão e para a melhoria dos serviços prestados à população.
“O trabalho da Corregedoria tem um caráter essencialmente orientador. Mais do que identificar situações que precisam ser aperfeiçoadas, buscamos compreender a realidade de cada unidade, conhecer os desafios enfrentados por magistrados e servidores e construir soluções de forma conjunta. Não se trata apenas de olhar para um procedimento e apontar eventuais falhas, mas de entender por que ele está sendo realizado daquela forma e avaliar se existem caminhos que possam torná-lo ainda mais eficiente”, destacou.
O corregedor também enfatizou que as visitas realizadas às comarcas têm proporcionado importantes oportunidades de aprendizado institucional. A troca de experiências entre as unidades do Judiciário tocantinense permite identificar práticas exitosas que podem ser replicadas em diferentes regiões do Estado.“Cada comarca possui suas particularidades e desenvolve soluções próprias para enfrentar desafios cotidianos. Muitas vezes encontramos experiências que servem de referência para outras unidades”, afirmou.
Durante a solenidade, também foi destacada a importância de que os integrantes da comarca apresentem demandas, sugestões e dificuldades enfrentadas no exercício de suas atividades. A proposta é aproveitar o momento correicional como um espaço de escuta institucional, voltado à construção conjunta de soluções e ao aprimoramento contínuo dos serviços judiciais.
A aproximação com as comarcas têm permitido à Corregedoria conhecer diferentes realidades e identificar iniciativas que podem servir de referência para outras unidades do Estado. O compartilhamento dessas experiências, segundo o corregedor, tem contribuído para o aperfeiçoamento das orientações expedidas pelo órgão e para o fortalecimento da gestão judiciária.
“É fundamental que todos aproveitem esse momento de diálogo com a Corregedoria. Muitas vezes, as soluções surgem a partir das experiências compartilhadas pelos próprios magistrados e servidores que vivenciam diariamente a realidade das unidades. Nem todos os problemas podem ser solucionados imediatamente, mas temos o compromisso de buscar respostas e encaminhamentos para tudo aquilo que estiver ao alcance da Corregedoria”, ressaltou o juiz auxiliar, Manuel de Faria Reis Neto.
A Correição-Geral Ordinária prossegue nos próximos dias com reuniões, inspeções, análises processuais e administrativas, além de atividades voltadas ao acompanhamento dos serviços desenvolvidos pelas unidades judiciais da comarca. A iniciativa reafirma o compromisso da Corregedoria-Geral da Justiça com a melhoria contínua da atividade jurisdicional, a valorização do diálogo institucional e o fortalecimento de uma prestação de serviços cada vez mais eficiente, acessível e alinhada às necessidades da sociedade tocantinense.
Orientação técnica e aprimoramento de rotinas
Após a abertura, foram realizadas reuniões setoriais com magistrados, servidores e delegatários. Os encontros proporcionaram um espaço de troca de experiências e esclarecimento de dúvidas relacionadas às rotinas de trabalho das unidades judiciais e cartorárias. O contato direto também possibilita a identificação de demandas específicas da comarca, contribuindo para o aperfeiçoamento dos fluxos de trabalho, o fortalecimento da organização interna e a busca por maior eficiência na prestação dos serviços à população.