Corregedora-geral destaca qualificação para evitar que o trauma e o medo sejam revividos por Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência

Ao lado do juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira, que é o responsável pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ/TO), a corregedora-geral da Justiça, desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe, representou o Poder Judiciário do Tocantins nesta quarta-feira (18/5), na abertura do 1º Encontro de Capacitação sobre o Fluxo de Atendimento às Crianças e Adolescentes Vítimas e/ou Testemunhas de Violência, que é voltado aos profissionais que atuam na Rede de Proteção de Palmas.

A data do início do evento organizado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação (Caopije) e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – Escola Superior do Ministério Público (Cesaf-ESMP), celebra o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei 9.970/2000, em memória à menina Araceli Crespo, de 08 anos de idade, que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973. Os painéis de capacitação são realizados no auditório do MPTO e seguem até esta quinta-feira (19/5).

“É uma honra participar da realização deste 1º Encontro de Capacitação sobre o Fluxo de Atendimento às Crianças e Adolescentes Vítimas e/ou Testemunhas de Violência, principalmente, porque, ainda nos dias atuais, é lamentável que nos deparemos com crianças e adolescentes diariamente expostos a diversas formas de violência. Portanto, qualificar profissionais que lidam com crianças e adolescentes vítimas de violência é de suma importância para evitar que o abuso, o trauma, a sensação de medo e impotência sejam revividos”, destacou a desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe.

Lei n° 13.431/2017

Um dos temas centrais do evento é a necessidade de observância da Lei n° 13.431/2017 e do Decreto nº 9.603/2018, que estabeleceu o sistema de garantia de direitos da criança vítima ou testemunha de violência, especialmente ao tratar sobre o atendimento integral e interinstitucional que deve contar com serviços de delegacias especializadas, serviços de saúde, perícia médico-legal, serviços socioassistenciais, Varas Especializadas, Ministério Público e Defensoria Pública.

“O Sistema de Justiça do Tocantins tem evoluído na forma de tratar vítimas de violência, especialmente no sentido de qualificar o atendimento a crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência. Em 2019 foi instalada a primeira sala de depoimento especial na Comarca de Palmas, seguida pelas Comarcas de Araguaína, Miracema do Tocantins, Porto Nacional, Gurupi, Dianópolis, Taguatinga, Arraias, Paraíso do Tocantins, Wanderlândia e Paranã”, comentou a corregera-geral da Justiça.

Centro 18 de Maio

Por conta da lei, um Termo de Cooperação foi assinado entre TJTO, MPTO, Governo do Tocantins e Prefeitura de Palmas, o que resultou na criação do Centro de Atendimento Integrado 18 de Maio. No local, são oferecidos serviços de escuta especializada, perícia médica e psicossocial e atendimento policial protetivo. Os assistidos também recebem acompanhamento por órgãos de defesa, como o Conselho Tutelar. No mês de maio deste ano, na data que a n° 13.431/2017 completou 5 anos, o Centro passou a contar com um espaço específico para receber o Serviço de Escuta Especializada, que conta com os profissionais do Grupo Gestor das Equipes Multidisciplinares do Tribunal de Justiça (GGEM).

Capacitação

De acordo com o procurador-geral de Justiça, Luciano Casaroti, apesar das evoluções até aqui conquistadas com interlocuções e trocas de experiências levantadas, que proporcionaram a visualização do mapeamento integral e detalhado do serviço, resultando na organização sistemática e disciplinada de cada etapa desse processo, é possível avaliar que muitos servidores que compõem a rede de proteção ainda não conhecem seu funcionamento/fluxo de atendimento e por isso a importância da capacitação. “Observa-se, também, que os dispositivos da rede de proteção às crianças e aos adolescentes, vítimas ou testemunhas de violência, ainda geram dúvidas quanto ao fluxo de atendimento na rede de proteção de maneira geral”, comentou.

Termo de Integração Operacional

Durante o evento, a desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe, representando o presidente do TJTO, desembargador João Rigo Guimarães, assinou um Termo Integração Operacional para sistematizar a forma de atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência. O documento também foi assinado pelo MPTO e o Governo do Tocantins, por intermédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP-TO), e delimita atribuições e responsabilidades aos partícipes do acordo. O Conselho Tutelar através de um Termo de Adesão também terá que exercer funções do acordo.

Programação

O cronograma da apresentação dos painéis pode ser conferido no site do MPTO.

Texto: Samir Leão / Fotos: Elias de Oliveira
Comunicação TJTO


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.