CNJ faz visita técnica ao Tocantins para avaliar situação de presas grávidas e lactantes

A juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Andremara dos Santos, cumpre agenda de trabalho, nesta quinta-feira (12/04), no Tocantins. A visita faz parte de um levantamento de dados sobre a situação das presas grávidas e lactantes em todo país e visa a implementação da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres no Poder Judiciário.

Pela manhã, a magistrada visitou a Vara Especializada no Combate à Violência contra a Mulher, no Fórum de Palmas, e participou de reunião do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário no Tocantins (GMF), com a participação do presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargador Eurípedes Lamounier, a supervisora do Grupo, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, juiz auxiliar da Presidência do TJTO, Adriano Gomes, o diretor geral do TJTO, Francisco Alves Cardoso Filho, a juíza auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça, Rosa Gazire Rossi, o juiz membro do GMF, Allan Martins Ferreira e assessores técnicos do Judiciário.

Conforme ressaltou a juíza auxiliar da Presidência do CNJ, o levantamento de dados está sendo feito em todo o país para averiguar a situação em que se encontram as presas grávidas e lactantes e buscar formas de melhor orientar os Judiciários estaduais sobre as especificidades que precisam ser atentadas no intuito de evitar qualquer tipo de violência contra a mulher. "O objetivo é verificar essa realidade para enfrentar o aspecto da violência institucional que pode vir a ser ou que esteja sendo praticada por não se considerar a peculiaridade da situação de gravidez ou de lactância em que a mulher se encontra; e também verificar as condições e a estrutura da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica porque, só através de uma atuação efetiva da coordenadoria, é que poderá o Judiciário adequar a sua atuação dentro de uma perspectiva de gênero", disse.

Para o presidente do TJTO, estabelecer diretrizes de atenção e cuidado às mulheres presas é uma questão a ser priorizada. "Esta visita foi de extrema importância no sentido de buscar a efetividade das prerrogativas da mulher enquanto na condição de presidiária, principalmente a mulher gestante e lactante", afirmou.

À tarde, a pauta de trabalho no estado incluía visita à unidade prisional feminina de Babaçulândia e à Vara Especializada da Mulher em Araguaína.

Números                    

O Tocantins conta hoje com cinco unidades femininas em todo o estado. A população carcerária é composta por 92 presas provisórias e 60 mulheres condenadas em cumprimento de pena.

Paula Bittencourt - Cecom TJTO

Fotos: Rondinelli Ribeiro - Cecom TJTO

 

 


Fechar Menu Responsivo
Busca Processual Jurisprudência Diário da Justiça
Rolar para Cima
Nós usamos cookies
Usamos cookies ou tecnologias similares para finalidades técnicas e, com seu consentimento, para outras finalidades, conforme especificado na política de cookies. Negá-los poderá tornar os recursos relacionados indisponíveis.