Unidas por uma causa que exige atenção durante todo o ano, dezenas de pessoas percorreram parte da Avenida Juscelino Kubitschek (JK), em Palmas, na manhã desta sexta-feira (7/8), para reforçar a mensagem de que a violência contra a mulher precisa ser denunciada e combatida. A Caminhada do Agosto Lilás reuniu instituições e sociedade em uma mobilização pela proteção das mulheres e marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha.
A concentração ocorreu em frente ao Banco Vermelho, na sede do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), na Praça dos Girassóis. Do ponto inicial, os participantes seguiram até a Avenida JK, em um ato público de conscientização sobre a violência doméstica e familiar.
A mobilização reuniu o Poder Judiciário, as secretarias estadual e municipal da Mulher, a Secretaria da Segurança Pública e outros órgãos e instituições que integram a rede de proteção às mulheres no Tocantins.
Por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid) e da Ouvidoria da Mulher, o Poder Judiciário tocantinense vestiu 120 participantes com camisetas das campanhas Feminicídio Zero (Cevid), que busca prevenir e combater a violência contra a mulher em escolas, instituições e espaços públicos, e Maria nas Comunidades (Ouvidoria da Mulher), que aproxima informação e orientação jurídica da população, com ações educativas sobre a Lei Maria da Penha e os direitos das mulheres.
Pelo Judiciário, participaram da caminhada a coordenadora da Ouvidoria da Mulher do TJTO, Alessandra Adorno; as servidoras da Cevid Letícia Oliveira e Viviane Gomes; além de outros integrantes.
Também acompanharam a mobilização o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos; e a primeira-dama Polyanna Siqueira Campos; a secretária de Estado da Mulher, Berenice Barbosa; a secretária municipal da Mulher, Chayla Félix; além de gestores estaduais e municipais e representantes da rede de proteção às mulheres.
Números
A mobilização ganha ainda mais relevância diante dos casos que chegam ao Judiciário. De janeiro a junho deste ano, 6,4 mil novos casos de violência doméstica e 61 novos casos de feminicídio ingressaram no Judiciário tocantinense. No mesmo período, a Justiça julgou 3.022 casos de violência doméstica e 70 relacionados a feminicídio. Os dados constam no Painel Violência contra a Mulher, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).