Agraciada na noite desta terça-feira (21/6) com o título de Cidadã Palmense, maior honraria entregue pelo Legislativo municipal, a desembargadora Maysa Vendramini Rosal destacou estar orgulhosa e feliz com a homenagem. A integrante do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO) fez questão de recordar a trajetória profissional, apoio dos familiares, amigos e colegas de trabalho e à capital tocantinense.

Ao iniciar seu pronunciamento, a magistrada disse estar orgulhosa “em dizer que também sou desta terra natal de Palmas, uma cidadã palmense”. Ela fez um agradecimento especial ao vereador Pedro Cardoso, autor da propositura, e classificou como um “ato de extrema generosidade”, ao cumprimentar também todas as autoridades, em nome de Janad Valcari, presidente da Câmara, que conduziu a cerimônia, e à prefeita Cinthia Ribeiro, que sancionou o projeto do título, representada no evento pelo secretário de governo Rogério Ramos.

A desembargadora agradeceu a Palmas pelo acolhimento “e a todos seus habitantes, aos meus familiares, amigos que construí ao longo destes anos, aos colegas de profissão, membros e servidores do Judiciário, à minha equipe do gabinete 6, advogados, promotores, defensores, procuradores, toda comunidade jurídica e, em especial, a toda esta Câmara Municipal pelo reconhecimento do meu trabalho na aprovação do projeto que me torna Cidadã de Palmas”.

A família

O aspecto familiar também foi lembrado pela integrante do Judiciário tocantinense. “Na Capital mais jovem do nosso País, aqui em Palmas, meus filhos cresceram. E nestes 21 anos que transferi minha residência para Palmas sempre busquei desempenhar a minha missão como magistrada de julgar, isenta de quaisquer viés, pautada, exclusivamente, no exercício judicante, na busca diuturna de um serviço jurisdicional sempre voltado aos interesses da comunidade com obediência às normas e leis vigentes”, citou.

Os colegas de trabalho

Ela fez questão de compartilhar a homenagem com “todos aqueles servidores que passaram pela minha carreira e contribuíram de forma decisiva para o alcance dos objetivos que juntos buscamos”. “Estou muito honrada com esta homenagem e a levarei comigo para toda a vida. A esta cidade de Palmas, continuarei, agora mais do que nunca, em honra ao título a mim confiado, lutando por uma justiça justa, célere e eficaz, e me colocando à disposição como sempre do jurisdicionado e advogados”, complementou.

Princípios da magistratura

Ao falar de sua carreira profissional, Maysa Vendramini Rosal destacou que, como magistrada, sempre zelou pelos “princípios previstos no Código de Ética da Magistratura Nacional durante toda minha atuação como juíza no Estado Tocantins entre os quais estão independência, imparcialidade, transparência, integridade pessoal e profissional, diligência e dedicação, cortesia e prudência, sigilo profissional, dignidade, honra e decoro”.

Palmas

Especificamente sobre Palmas, a desembargadora Maysa declarou não ter envidado “esforços para entregar o meu melhor, uma Justiça eficaz e célere para o jurisdicionado em conformidade com as leis, ao cidadão comum palmense, sempre com respeito no trato ao próximo e muita disposição para enfrentar os milhares de processos a mim submetidos para apreciação”.

Ela citou especificamente a chamada Meta 1 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que na prática é julgar mais processos do que entram no ano corrente, “com muita coragem para decidir com independência e ainda administrar meu Gabinete, com toda equipe, e todas as atribuições a mim conferidas além da atividade judicante”.

A carreira

Natural de Goiânia (GO), ela declarou estar “feliz e honrada em dizer que sou cidadã de Palmas”. Ela começou a carreira profissional no Poder Judiciário de Goiás em 1980. Permaneceu até 29 de setembro de 1989, quando tomou posse na magistratura tocantinense. Atuou na área cível, criminal, Tribunal do Júri e Turma Recursal nas Comarcas de Cristalândia, Araguatins, Gurupi e Palmas. Em 1992 foi nomeada Juíza da 10ª Zona Eleitoral de Araguatins e em 1994 da 2ª Zona Eleitoral de Gurupi. Ela foi promovida a desembargadora pelo critério de antiguidade em 2014.

Texto: Cristiano Machado
Fotos: Rondinelli Ribeiro/Comunicação TJTO