O Tribunal de Justiça do Tocantins, por meio da Diretoria Administrativa, realizou, na tarde desta quarta-feira (27/10), o descarte adequado e sustentável de 897 quilos de carcaças de toners e fotocondutores. O recolhimento do material foi feito no prédio do Anexo II do TJTO, em Palmas, pela DSI Suprimentos, empresa fornecedora de toners, cartuchos e suprimentos para informática, de São José do Rio Preto (SP) e região, apta para a realização da logística reversa do material.

O material entregue à empresa foi recolhido em todas as comarcas no Estado. A logística reversa é o conjunto de ações e procedimentos que uma empresa realiza para que seja possível recolher e encaminhar para reciclagem ou descarte correto, de produtos pós-venda ou pós-consumo. Não há nenhum tipo de ônus para o TJTO, nem com o transporte.

Segundo o diretor administrativo do TJTO, Ronilson Pereira da Silva, o recolhimento por parte da empresa tem como objetivo proporcionar um descarte adequado dos resíduos, visando diminuir o impacto no meio ambiente. “Trata-se de uma política de gestão do Tribunal de Justiça em proporcionar uma adequada destinação dos resíduos sólidos”, disse.

Para a engenheira ambiental da Coordenadoria de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social do TJTO, Cinthia Barbosa Pires Azevedo, “a necessidade do desfazimento correto dos resíduos inservíveis com possibilidade de reciclagem contribui para a preservação ambiental. As carcaças de toners descartadas pelo Tribunal serão gerenciadas e tratadas por uma empresa especializada para manusear este tipo de resíduo, considerados perigosos pela classificação da ABNT NBR 10.004/2004; e isso é possível devido à logística reversa”, pontuou.

“O descarte realizado é ecologicamente sustentável. Esse é um processo rotineiro no Poder Judiciário. É um material entregue a uma empresa que trabalha com sustentabilidade e com foco no descarte ambientalmente correto. Com isso, estamos preservando o meio ambiente”, disse Luzândio Brito dos Santos, chefe da SADIST/ Divisão de Almoxarifado do TJTO.

PNRS

O descarte feito pelo TJTO está em conformidade com as diretrizes sociais do Plano de Logística Sustentável 2021 (PLS-PJTO) e da Resolução CNJ 400/2021, bem como com a Lei 12.305/2010, que dispõe sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A ação contempla, ainda, vários objetivos sustentáveis da Agenda 2030 da ONU. A empresa que receberá os resíduos para reuso e reciclagem será a MEJAN & MEJAN, que possui uma estação de transferência de resíduos perigosos e faz gestão de resíduos da construção civil e também de resíduos perigosos como os industriais, de saúde, lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias e sucatas eletrônicas.

Por lei, alguns produtos devem ser descartados de forma correta para redução de impactos ao meio ambiente, tais como: embalagens plásticas, óleo de cozinha, pneu, pilhas, baterias, vidros, remédios, produtos agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, produtos eletrônicos e seus componentes. Para que a logística reversa seja eficiente é imprescindível que o consumidor faça o descarte correto da embalagem do produto que utilizou.

Texto: Ramiro Bavier

Fotos: Alec Oliveira/TJTO

Comunicação TJTO