A Comarca de Goiatins fará no dia 21 de outubro, a partir das 9h, uma sessão do Tribunal de Júri que tem como réu o lavrador Antônio Cledyvaldo Barros de Sousa, de 43 anos, preso por tentativa de homicídio contra a ex-mulher, Antônia Lima de Sousa. A sessão será realizada no auditório do Fórum Juiz Manoel Leite Barbosa. A deliberação é do juiz Rodrigo da Silva Perez Araújo.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE-TO), o crime ocorreu por volta de 3h40 do dia 8 de agosto de 2012. Segundo o inquérito policial, "o denunciado, após inúmeras ameaças de morte por meios verbais ou agressões em desfavor de Antônia Lima de Sousa, ex-companheira, no dia 8 de agosto de 2012, por volta das 3h40min, agindo com animus necandi (dolo de matar) e utilizando um instrumento corto-contundente -canivete-, tentou ceifar a vida dela com vários golpes, fato ocorrido na casa de sua amiga Natalina Almeida Maciel, localizada no Setor Portelinha, em Goiatins, Estado do Tocantins, não consumando o delito, por razões alheias a sua vontade".

Inconformado com o rompimento

Ainda de acordo com a inicial, o acusado, "inconformado com o rompimento de sua relação amorosa com a vítima, iniciou uma trajetória de ameaças de morte de encontro esta, sendo que, no dia da tentativa de homicídio, Antônia Lima de Sousa estava dormindo na casa de sua colega, Natalina, quando, de repente, às 3h40min, o denunciado, após fazer uma ligação para a mesma, foi em direção onde ela estava".

O relatório aponta ainda que "depois de adentrar na casa da sra. Natalina e ter tido uma conversa com a vítima, Antônio Cleydivaldo Barros de Sousa, sem razão nenhuma, golpeou com um canivete várias vezes a sra. Antônia Lima de Sousa até o momento que a mesma caiu sobre uma cama com decúbito dorsal, não ultimando extirpar sua vida, por circunstâncias remotas de sua vontade".

O MPE-TO sustenta que "tem-se a percepção que ele praticou a tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, dado que tentou matar a vítima, devido à cessação amorosa com ela ser plenamente irreversível naquele momento, tornando, assim, sua conduta fútil, uma vez que restou mesquinha, completamente desproporcional ao resultado e, ao mesmo tempo, demonstrou insensibilidade moral por parte dele".


Texto: Cristiano Machado
Comunicação TJTO