Tribunal de Justiça do Tocantins participa de conferência internacional “Mulheres Juízas em Conexão” em São Luís (MA)

A imagem mostra a juíza Renata do Nascimento durante a Conferência Internacional “Mulheres Juízas em Conexão”. A magistrada aparece com cabelo solto, usando vestido vermelho, blazer cinza e sapatos pretos, posando em frente ao painel do evento.

O Poder Judiciário do Tocantins participou da Conferência Internacional “Mulheres Juízas em Conexão”, realizada nos dias 26 e 27 de março, em São Luís (MA). A instituição foi representada pela juíza Renata do Nascimento e Silva, integrante da Comissão Gestora de Políticas de Equidade de Gênero e Raça (CGPEG) do TJTO, que esteve no evento em nome da presidente da Comissão, desembargadora Ângela Haonat. O encontro teve como objetivo promover o debate sobre o papel das mulheres na atuação do Judiciário.

Promovida pela International Association of Women Judges (IAWJ), a conferência reuniu cerca de 100 magistradas de diversos países da América Latina e o Caribe. A conferência foi organizada pela Escola Superior da Magistratura do Maranhão (ESMAM), com apoio do Tribunal de Justiça do Maranhão, Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) e instituições parceiras.

Com o tema central voltado à equidade de gênero e liderança feminina, a conferência promoveu debates sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na magistratura, incluindo barreiras estruturais, desigualdades de gênero nos sistemas judiciais e o acesso das mulheres à Justiça. O encontro também incentivou a troca de experiências e a apresentação de práticas inovadoras adotadas em diferentes países.

Evento

A abertura contou com a presença de autoridades do sistema de Justiça e do Poder Público, entre elas o vice-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Raimundo Moraes Bogéa; a diretora da ESMAM, desembargadora Sônia Maria Amaral Fernandes Ribeiro; a ministra do Superior Tribunal de Justiça da Província de Entre Ríos, Susana Ester Medina; a ministra do Supremo Tribunal do Caribe Oriental, Jacqueline Josiah Graham; e a vice-prefeita de São Luís, Esmênia Miranda.

Durante a programação, especialistas destacaram a importância da articulação internacional entre magistradas. A ministra Susana Medina ressaltou que, embora avanços tenham sido conquistados, ainda há desafios a serem superados. Segundo ela, estimativas do Fórum Econômico Mundial apontam que a equidade de gênero global pode levar mais de um século para ser alcançada, enquanto na América Latina e no Caribe esse prazo pode ser reduzido, refletindo os esforços da região.

A programação incluiu ainda painéis temáticos e a palestra magna “Justiça com Perspectiva de Gênero: O Papel das Mulheres na Transformação do Poder Judiciário”, ministrada pela ministra Carolina Llanes, da Suprema Corte do Paraguai. A exposição destacou a relevância do uso de dados e políticas públicas para enfrentar desigualdades e ampliar o acesso das mulheres à Justiça.

No segundo dia, as atividades foram voltadas à apresentação de boas práticas e agendas regionais de igualdade, abordando temas como assédio na magistratura, liderança feminina, saúde das mulheres juízas, paridade de gênero e enfrentamento à violência digital sob a perspectiva de gênero.

 


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