TJTO participa do VII Encontro do Colégio de Ouvidorias Judiciais das Mulheres em Vitória (ES)

Divulgação TJES A imagem mostra a ouvidora da Mulher do TJTO, desembargadora Ângela Prudente, acompanhando a programação do VII Encontro do Colégio de Ouvidorias Judiciais das Mulheres (COJUM), em Vitória (ES), ao lado de representantes de tribunais de todo o país.

O Poder Judiciário do Tocantins participa do VII Encontro do Colégio de Ouvidorias Judiciais das Mulheres (Cojum), realizado de 17 a 19 de junho, em Vitória (ES). Representando o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), a ouvidora da Mulher do Poder Judiciário tocantinense, desembargadora Ângela Prudente, participa da programação do evento, que reúne representantes de tribunais de todo o país para debater estratégias de fortalecimento das Ouvidorias da Mulher e de aprimoramento da escuta qualificada e do acolhimento às mulheres em situação de violência.

Pelo Poder Judiciário do Tocantins, também participam as servidoras Alessandra Adorno e Vera Lucia Vieira Moura.

A abertura do evento, realizada no Salão Pleno do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), reuniu magistrados(as), ouvidores(as) e especialistas de diversas regiões do país. Para a ouvidora da Mulher do Tocantins, desembargadora Ângela Prudente, o evento representa um marco no fortalecimento das Ouvidorias. “O Encontro marca um amadurecimento histórico das nossas Ouvidorias. Debater o constitucionalismo feminista e a liderança feminina dentro do sistema de Justiça é essencial para rompermos barreiras invisíveis que ainda persistem”, enfatizou.

A magistrada acrescentou: “A 'Carta de Vitória', que consolidamos neste encontro, não é apenas um documento, mas um compromisso público de que não retrocederemos na defesa dos direitos das mulheres. Parabenizo o TJES e o COJUM pela organização impecável e pela profundidade dos debates, que certamente resultarão em um atendimento mais ágil, sensível e eficiente em todo o Brasil”.

Debates

A programação do primeiro dia contou com uma palestra do ouvidor nacional de Justiça, Marcello Terto e Silva, que abordou a Rede Nacional de Ouvidorias do Poder Judiciário e os avanços na criação e na consolidação da Ouvidoria Nacional da Mulher no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O conselheiro destacou a importância do acolhimento e do acompanhamento das mulheres em situação de vulnerabilidade, além de enfatizar que a violência de gênero é uma questão estrutural que exige atuação permanente das instituições.

Na sequência, a ouvidora-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávia da Costa Viana, apresentou reflexões sobre o papel das Ouvidorias na promoção da escuta qualificada, do acolhimento humanizado e da transformação institucional. Em sua exposição, ressaltou que esses espaços são fundamentais para ampliar o acesso das mulheres à Justiça, fortalecer a confiança da sociedade nas instituições e construir ambientes mais inclusivos.

A programação segue até esta sexta-feira (19/6), com a realização de painéis, a troca de experiências e o compartilhamento de boas práticas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero no âmbito do Sistema de Justiça.

 

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