“Servir à Justiça vale a pena”: JUS em Ação reforça presença e valorização de servidores em Filadélfia, nesta terça (5/5)

Lucas Nascimento

“32 anos depois, o reconhecimento chegou e renova a certeza de que servir à Justiça vale a pena”. A frase da servidora Ronise Freitas Miranda Viana, da Comarca de Filadélfia, norte do Estado, traduz o impacto do projeto JUS em Ação para quem sustenta a rotina da Justiça no interior. Entre escuta, diálogo e reconhecimento, a iniciativa abriu, nesta terça-feira (5/5), espaço para valorizar magistrados(as) e servidores(as), com atenção à saúde e ao bem-estar.

Emocionada ao receber o reconhecimento institucional pelo trabalho prestado, a servidora Ronise Freitas resume o sentimento de quem dedicou a vida ao serviço público com constância e compromisso. “É uma alegria muito grande, não só por mim, mas por tudo que a gente construiu aqui. É especial viver isso na nossa comarca”, destacou, ao informar que, mesmo já em fase de abono de permanência, não pensa em parar. “Ainda tenho o que contribuir. Enquanto Deus permitir, sigo aqui.”

“Quando o Tribunal cuida da gente, isso traz uma sensação muito boa, como se a gente realmente fizesse parte da família do Poder Judiciário”, completou o servidor Cláudio Bezerra Moraes sobre o cuidado do TJTO que faz a diferença no dia a dia do(a) servidor(a).

Como gesto concreto de valorização, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) homenageou o magistrado Luatom Bezerra, que é diretor da comarca, e servidores(as) com certificados por tempo de serviço, trajetórias que somam de 10 a 30 anos de dedicação. Em Filadélfia, receberam a homenagem, além do juiz, que atua no local há cerca de 10 anos, os servidores Cláudio Bezerra Moraes, Heloisa Rodrigues Macedo, Luzia Freitas Miranda (também com 10 anos); Flávio Moreira de Araújo, José Nunes de Sousa e Patrícia Bento da Silva Ayres (20 anos); e Ronise Freitas Miranda Viana (30 anos).

Diálogo com a gestão

Em conversa direta com as equipes, a presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, destacou que o JUS em Ação nasceu com um propósito de estar ao lado de quem faz a Justiça acontecer. “O JUS nasceu na nossa gestão como forma de ajudar quem está na ponta. O Poder Judiciário é um só, e entendemos que as comarcas de entrância inicial precisam de presença, estrutura e cuidado. Não viemos cumprir tabela. Viemos entregar serviço, escuta e atenção ao servidor, que sustenta o funcionamento da Justiça”, afirmou, ao reforçar o compromisso institucional de proximidade e contribuição com as comarcas.

O coordenador do projeto e de Gestão Estratégica do TJTO, Renato Alves, também explicou que o JUS em Ação atua de forma integrada e direcionada às necessidades das comarcas, especialmente as de entrância inicial. Segundo ele, o projeto se organiza em quatro frentes: apoio à atividade judicial; oferta de serviços sociais em parceria com instituições; fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher; e cuidado com o público interno, com foco no bem-estar e na qualidade do ambiente de trabalho.

Saúde como prioridade

A programação também contou com ações voltadas à promoção da saúde física e mental. O médico Flávio Cavalcante e o enfermeiro Bruno Ribeiro, do Espaço Saúde do TJTO, apresentaram os resultados do Projeto de Prevenção em Hipertensão, Diabetes e Doenças Vasculares (PPHDD), com análise dos dados da própria equipe da comarca e orientações práticas sobre prevenção e hábitos saudáveis.

Na sequência, o psiquiatra Wordney Camarço, da equipe do Núcleo de Núcleo de Acolhimento e Acompanhamento Psicossocial (NAPsi), abordou a relação entre saúde mental e trabalho, e destacou a importância de reconhecer os vínculos invisíveis que atravessam o ambiente profissional. Ao refletir sobre rotina, pressão e pertencimento, apontou que investir no bem-estar é estratégia essencial para prevenir adoecimentos e fortalecer uma cultura organizacional mais equilibrada.

A agenda incluiu ainda ginástica laboral, conduzida pelas fisioterapeutas Hozana Lemos e Sandra Carvalho, e o momento “Chás e Meditação”, que propôs uma pausa para o autocuidado e o equilíbrio emocional. As profissionais destacaram a importância de desacelerar, reconectar-se consigo e valorizar pequenos rituais no cotidiano.

A iniciativa também reforçou o poder das plantas e o papel das hortas cultivadas nas comarcas como espaços terapêuticos e educativos, que aproximam servidores da natureza e incentivam hábitos mais saudáveis.

Atendimento integral

No período da tarde, os atendimentos seguem voltados ao público interno, com um conjunto de ações que reforça, na prática, o cuidado com quem servidores e servidoras, com oferta de assistência psicológica, social, psiquiátrica, clínica geral e nutrológica, além de workshop de ergonomia e sessões de microfisioterapia.

 

 


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