Semana pela Paz em Casa reúne quase 1,5 mil ações e participações no Tocantins

Cecom/TJTO Oito integrantes da equipe posam para foto em frente à Vara de Combate à Violência Doméstica de Palmas. Todos vestem camisetas brancas da campanha Justiça pela Paz em Casa. À frente do grupo, dois banners apresentam mensagens de conscientização e enfrentamento à violência doméstica contra a mulher.

Com 316 audiências realizadas, 133 medidas protetivas concedidas, quatro júris e ações educativas que alcançaram 1.036 estudantes de 20 unidades de ensino, a 33ª Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa, realizada de 17 a 21 de agosto, encerrou a programação no Tocantins. Os resultados traduzem o esforço do Judiciário para acelerar processos, ampliar a proteção às mulheres e promover, desde as escolas, reflexões sobre respeito, igualdade e prevenção da violência.

Mais do que números, o balanço representa processos que avançaram e respostas oferecidas às mulheres em situação de violência. Durante a semana, magistrados(as), servidores(as) e profissionais das equipes multidisciplinares concentraram esforços na realização de audiências, julgamentos e atividades educativas em diferentes regiões do Tocantins.

A mobilização também reforçou a prevenção como parte essencial desse trabalho, com iniciativas voltadas à formação dos adolescentes e à conscientização da sociedade.

 

Educar para prevenir

Por meio da ação “Maria da Penha nas Escolas: Refletir e Respeitar”, 1.036 estudantes de 20 unidades de ensino, distribuídas por 11 municípios, participaram de rodas de conversa e palestras dialogadas.

Na sala de aula, estudantes uniformizados estão sentados em círculo durante atividade educativa. Ao centro, objetos e cartões coloridos com palavras compõem uma dinâmica. Ao fundo, uma televisão exibe conteúdo sobre a cultura da violência e o patriarcado.

As atividades alcançaram escolas de Ananás, Araguacema, Araguaína, Colmeia, Filadélfia, Gurupi, Itacajá, Palmas, Palmeirópolis, Paraíso do Tocantins e Ponte Alta do Tocantins. A programação também incluiu adolescentes atendidos pelo Centro de Socioeducação de Gurupi.

Direcionada principalmente a turmas do 8º e do 9º ano, a ação apresentou a Lei Maria da Penha e sua importância para a proteção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Os encontros também estimularam reflexões sobre o machismo estrutural, os impactos da violência nos ambientes familiar e escolar e a importância da participação de meninos e homens na prevenção dessas condutas.

As atividades ainda abordaram a cultura de paz e a resolução pacífica dos conflitos.

 

Mobilização nas comarcas

A programação alcançou diferentes regiões do Tocantins e reuniu unidades judiciais em um esforço conjunto de julgamento, proteção, prevenção e conscientização.

Equipe da Comarca de Araguaína posa para foto em ambiente interno, entre banners da campanha Justiça pela Paz em Casa. A maioria dos integrantes veste camisetas da mobilização, que reforça mensagens de conscientização, denúncia e enfrentamento à violência doméstica contra a mulher.

Participaram da mobilização nesta edição da semana a Vara Criminal de Tocantinópolis; a Vara Criminal de Pedro Afonso; a Vara Especializada de Violência Doméstica de Palmas; a Vara Criminal de Colinas; a 2ª Vara Criminal de Porto Nacional; a Central de Penas e Medidas Alternativas (Cepema) de Porto Nacional; a Vara Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Gurupi; a Vara Criminal de Araguatins; a Vara Especializada de Violência Doméstica de Araguaína; a Vara Criminal de Colmeia; a Vara Criminal de Cristalândia; a Vara Criminal de Filadélfia; a Vara Criminal de Taguatinga; e a Vara Criminal de Palmeirópolis.

Equipe da Comarca de Gurupi posa para foto em área externa, em frente ao prédio da unidade judicial. Parte dos integrantes veste camisetas da campanha Justiça pela Paz em Casa. Ao lado do grupo, banner com a mensagem “#Não se Cale” reforça a conscientização e o enfrentamento à violência doméstica contra a mulher.

Em Gurupi, 17 cruzes instaladas em frente ao Fórum deram forma a uma realidade marcada por ausências. Cada uma representou uma mulher vítima de feminicídio no município nos últimos cinco anos. A homenagem integrou o projeto “Vozes que Não se Calam”, realizado pelo segundo ano consecutivo pela Vara Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Crimes Dolosos contra a Vida da comarca.

Neste ano, o projeto ganhou uma nova frente: os “Galhos da Memória”, instalados no Parque Mutuca. No espaço, a população pôde deixar mensagens em homenagem às vítimas de feminicídio e de apoio às mulheres que enfrentam situações de violência.

Além das atividades de conscientização, a unidade de Gurupi pautou 83 audiências durante a Semana. O titular da Vara, juiz Jossanner Nery Nogueira, conduziu as iniciativas voltadas à celeridade dos processos e ao fortalecimento da resposta à violência doméstica, familiar e de gênero.

Equipe da Comarca de Araguatins posa para foto com camisetas brancas da campanha Justiça pela Paz em Casa, iniciativa de conscientização e enfrentamento à violência doméstica contra a mulher.

 

União

Para a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), juíza Cirlene de Assis, a união entre a resposta judicial e as ações educativas amplia o alcance da mobilização.

“A Semana da Justiça pela Paz em Casa é um período de esforço concentrado, em que magistrados e servidores intensificam a realização de audiências, julgamentos e júris relacionados à violência doméstica e ao feminicídio. Nesta edição, também tivemos um trabalho muito importante nas escolas, conversando com os adolescentes sobre respeito, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher”, disse a magistrada.

Segundo ela, as ações acontecem em diferentes frentes, mas com um mesmo objetivo: “Prevenir a violência e garantir às mulheres uma resposta cada vez mais efetiva do Judiciário”, destacou.

 

Justiça pela Paz em Casa

A Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa integra uma mobilização promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com os tribunais estaduais. A iniciativa busca dar celeridade aos processos relacionados à violência de gênero e ampliar as ações de prevenção.

No Tocantins, o TJTO coordena a programação por meio da Cevid e das Varas de Violência Doméstica e Familiar do Judiciário estadual, em parceria com o Núcleo de Apoio às Comarcas (Nacom).

A ação “Maria da Penha nas Escolas: Refletir e Respeitar” conta com a atuação da Diretoria de Gestão de Pessoas (Digep), do Grupo Gestor das Equipes Multidisciplinares (GGEM).

 

 


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