Segunda temporada do Justiça seja feita traz histórias de superação e retorno à sociedade depois do cárcere

Arte/CecomTJTO Imagem azul, ao fundo um senhor pega um livro em frente a uma estante. À frente a logomarca Justiça seja feita
Primeiro episódio da 2ª temporada conta a história do seo Raimundo que entrou pra faculdade ainda cumprindo regime fechado

“Quando eu conheci o crack, eu já não dei conta mais.”

“Fui parar na cadeia. Vou estudar e vou me formar. Eu não vou desistir.”

“Aí eu que tenho que mostrar para alguém que sou capaz de mudar. Saber que alguém, apesar do que eu aprontei, nunca desistiu de mim”.

“A família e quem a gente ama sofrem. Eu quero crescer, quero só andar certo.”

Quatro pessoas, quatro histórias que têm em comum o erro, o encarceramento e a mudança. A websérie “Justiça seja feita” chega a sua segunda temporada denominada “Justiça – a chance do recomeço”.

São quatro episódios que contam a trajetória de pessoas que cometeram crimes, mas que por meio de ferramentas e ações do Judiciário tiveram a oportunidade de se reinserir na sociedade. O lançamento oficial será nesta terça-feira (29/2), às 14h30, no auditório do Tribunal de Justiça.

O programa “Justiça seja feita” tem a coordenação da diretora de Comunicação do TJTO, jornalista Kézia Reis, produção da jornalista Elisangela Farias, com o apoio de toda a equipe do Cecom e da produtora licitada, BR153 Imagens. A cada temporada o produto de comunicação busca apresentar por meio da técnica de storytelling, narração de histórias, o trabalho da Justiça nas diferentes áreas de atuação, sob a perspectiva do seu principal cliente, o cidadão e a cidadã tocantinenses. A websérie é veiculada no canal do YouTube do Tribunal de Justiça do Tocantins, com novos episódios liberados semanalmente.

Estreia
No primeiro episódio – Educação que liberta! -, será contada a história do seo Raimundo Nonato Batista Figueiredo, 62 anos, que foi condenado por tráfico de drogas. Em 2018, aos 54 anos, começou a fazer o curso de Geografia (licenciatura) na UFT, em Porto Nacional, depois de uma autorização, na época, do juiz Allan Martins Ferreira. Para assistir às aulas, o detento era acompanhado por um técnico em Defesa Social.

O seo Raimundo terminou o ensino médio com 24 anos e ficou quase 30 anos sem pegar nos livros. O retorno foi possível devido ao projeto Rompendo Limites Rumo à Universidade, desenvolvido na CPP de Porto Nacional em parceria com a UFT, TJTO, Secretaria da Educação e Conselho da Comunidade. Depois de terminar Geografia, ele ingressou em um novo curso, e está estudando Matemática.

“Por falsas amizades, influência e dinheiro fácil, foi aonde eu fui parar: na cadeia. Aí eu pensava, minha vida acabou, acabou minha vida. Agora acabou. O crime que eu cometi foi um crime grave, mas se quiser mudar, é só ter fé em Deus que muda sim.”

O episódio conta ainda com a participação do juiz Allan Martins Ferreira, que fala sobre o Programa Fazendo Justiça, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de garantir a correta aplicação da lei, assegurando a dignidade na execução de medidas penais e socioeducativas, com foco na reintegração das pessoas à sociedade.

Superação
A temporada “Justiça – a chance do recomeço” traz ainda a história do Pedro Barbosa de Sousa Júnior. Viciado em crack, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão por furto e roubo, recebeu o benefício de ser internado na Fazenda da Esperança e, agora, trabalha em uma fazenda no Sul do estado. Neste episódio, o juiz Océlio Nobre ressalta a importância de um olhar humano em todo o Sistema de Justiça para que aqueles que cometeram um crime possa refazer a vida.

Os outros dois personagens (um homem e uma mulher) - que não quiseram ser identificar por medo do preconceito -, foram condenados por tentativa de homicídio e tráfico de drogas, respectivamente. Em suas trajetórias encontraram na espiritualidade, no apoio familiar e na oportunidade de emprego o meio para mudar de vida.

Os episódios contam ainda com entrevistas da juíza Umbelina Costa e do coordenador do Escritório Social, Leandro Bezerra de Sousa.


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