Painel II destaca diversidade, combate às desigualdades e os novos desafios do envelhecimento

Hodirley Canguçu/Esmat A imagem mostra a vista geral do auditório lotado durante o IV Seminário da Pessoa Idosa, com a plateia acompanhando a palestra. No palco, o palestrante discursa no púlpito ao lado de bandeiras, com um grande telão exibindo a apresentação sobre "Autonomia e Protagonismo".

Dando continuidade à programação do evento o IV Seminário da Pessoa Idosa apresentou o Painel II - Envelhecer no Brasil: Desigualdades, Diversidades e os Desafios da Longevidade. Conduzido pelo Secretário Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, a palestra abordou as diferentes formas de envelhecer no país sob uma nova conjuntura ambiental, econômica e social como também as perspectivas sobre como será a pessoa idosa no futuro.  

Durante sua apresentação, o  secretário, que é especialista em Gerontologia chamou a atenção para o impacto das desigualdades acumuladas e para o peso do etarismo, também conhecido como idadismo.  Para combater essas discriminações múltiplas, o secretário reforçou o papel central do Estado e das instituições na criação de estratégias que promovam a equidade e reduzam as vulnerabilidades sociais da população mais velha.  

"Precisamos compreender que o envelhecimento não é igual para todos. Ele é atravessado por questões de gênero, raça, território e classe social, exigindo políticas públicas que abracem todas essas realidades", destacou, enfatizando a necessidade de garantir direitos ao longo de todo o curso da vida. 

Entre os desafios práticos para a verdadeira inclusão social, a palestra reforçou o combate à exclusão digital. À frente de iniciativas como o programa Viva Mais Cidadania Digital, o secretário evidenciou que a falta de acesso e de letramento tecnológico aprofunda a marginalização. Também em sua fala, o palestrante levantou um alerta fundamental sobre a necessidade de se implementar ações de resiliência frente às mudanças climáticas. Para o secretário, populações idosas, especialmente aquelas que vivem em áreas de vulnerabilidade, como ocupações irregulares, territórios de povos originários e comunidades tradicionais, sofrem os impactos mais severos dos desastres ambientais.


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