A experiência do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) no acolhimento e acompanhamento psicossocial foi compartilhada com profissionais e pesquisadores de diferentes regiões do país durante dois importantes eventos da área de psicopatologia e psicanálise. A coordenadora do Núcleo de Acolhimento e Acompanhamento Psicossocial (NAPsi/TJTO), Bárbara Camargo, e a psicóloga do Núcleo, Janaína Araújo, participaram do XII Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e XVIII Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental, realizados de 5 a 7 de setembro, em Vitória (ES).
Com o tema “Pathos, Resistência e Alienação”, os congressos reuniram pesquisadores e estudiosos para discutir questões relacionadas à psicopatologia e ao sofrimento humano, além dos desafios contemporâneos da atuação de psicólogos e psicanalistas.
Ao longo dos três dias de programação, foram debatidos aspectos teóricos, éticos, técnicos e operacionais da prática clínica, assim como questões relacionadas à formação profissional e às novas formas de sofrimento psíquico na sociedade contemporânea.
Na oportunidade, as psicólogas Bárbara Camargo e Janaína Araújo também apresentaram um pôster com o tema “Psicanálise, Psicopatologia e Justiça: Experiência de Escuta em um Núcleo de Acolhimento e Acompanhamento Psicossocial do Poder Judiciário do Estado do Tocantins”.
Para a coordenadora do NAPsi, psicóloga Bárbara Camargo, a participação no congresso possibilitou ampliar conhecimentos e compartilhar a experiência desenvolvida pelo Tribunal na área de acolhimento psicossocial.
“Levar ao Congresso a experiência construída no NAPsi foi, para nós, também uma forma de reafirmar a potência da escuta clínica no espaço institucional e sua contribuição para uma compreensão mais complexa do sofrimento psíquico e das relações entre sujeito, trabalho e instituição. Entre tantas perspectivas, encontros e interlocuções, retorno desse Congresso com novas perguntas, novos diálogos e a certeza de que pensar a Psicopatologia Fundamental é, sobretudo, sustentar aberta a possibilidade de escutar o sujeito em sua singularidade e em seu pathos”, destacou Bárbara Camargo.
A programação contou com conferências, palestras, mesas-redondas e apresentações que abordaram temas como os efeitos do abuso sexual na infância sobre a sexualidade e os laços sociais na adolescência; a psicopatologia da vida contemporânea; o trabalho do analista diante do sofrimento psíquico; alienação e laço social; além das relações entre pathos, resistência e clínica psicanalítica.
A participação do NAPsi/TJTO no evento contribui para o intercâmbio de conhecimentos e para a reflexão sobre as práticas de escuta e acolhimento no contexto do Poder Judiciário, fortalecendo uma atuação cada vez mais qualificada diante dos desafios contemporâneos relacionados à saúde psicossocial.