Dia das Mães: Servidoras do TJTO compartilham desafios da maternidade com a autora do best-seller "Mãe Fora da Caixa"

Lucas Nascimento Dezenas de mulheres servidoras, além do mascote do programa JUS, posa para foto no auditório do TJTO após evento do Dia das Mães

“Só de tentar equilibrar todos os pratos já nos torna vencedoras.” A reflexão da servidora da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJUS), Adrielle Silva, resumiu o sentimento vivido por magistradas e servidoras durante a homenagem do Dia das Mães promovida pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), nesta sexta-feira (8/5), no auditório do Tribunal. O encontro teve como convidada a escritora e autora do best-seller Mãe Fora da Caixa, Thaís Vilarinho, em um bate-papo marcado por emoção, acolhimento e identificação.

A servidora da CGJUS, Adrielle Silva, compartilhou a rotina exaustiva do dia-a-dia

Com a voz embargada, Adrielle compartilhou os desafios de conciliar trabalho, faculdade e maternidade atípica. Mãe de Davi, de 11 anos, e João Miguel, de 4, ela emocionou o público ao falar sobre a rotina intensa e as cobranças silenciosas enfrentadas diariamente pelas mães.

Servidora do TJTO, Michele Romero, acolheu a colega destacando sua força e coragem diante das dificuldades

O relato recebeu acolhimento imediato da servidora do TJTO, Michele Romero, que destacou a força e a coragem da colega diante das dificuldades. “Quero te honrar pela mulher que você é. Seus filhos são como flechas, e você está lançando muito longe. Um dia eles reconhecerão toda essa dedicação e terão orgulho da mãe que têm”, afirmou.

A proposta de Thaís Vilarinho ao criar o universo de Mãe Fora da Caixa nasceu justamente da necessidade de romper com a culpa materna e abrir espaço para conversas mais reais, leves e honestas sobre a maternidade. E foi exatamente esse ambiente que tomou conta do auditório do TJTO, onde servidoras e magistradas dividiram experiências, inseguranças, aprendizados e afetos em uma troca conduzida pela diretora do Centro de Comunicação Social (Cecom/TJTO), Paula Bittencourt, e pela jornalista Betânia Sousa.

Presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, falou sobre o papel inspirador da maternidade

Mãe de dois filhos, a presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, encerrou o encontro destacando a importância de reconhecer a maternidade sem culpa e com mais acolhimento. “O papel que mais nos inspira é ser mãe. Me sinto muito realizada e desejo um excelente Dia das Mães a todas. É maravilhoso exercer a magistratura, mas ser mãe é ainda mais transformador. Criar os filhos enquanto trabalhamos é uma escolha diária de amor. E, se em algum momento falhamos, é porque estamos tentando dar conta de tudo”, destacou.

Temas como depressão pós-parto, culpa materna, fases da infância, excesso de telas, conflito de gerações, amizade entre pais e filhos e a importância da rede de apoio conduziram uma tarde de conversas sinceras, risos, identificação e emoção no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO). O encontro reuniu magistradas e servidoras do TJTO, da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJUS), da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) e das comarcas do interior, que acompanharam a programação também por transmissão ao vivo no canal institucional do Tribunal no YouTube.

Mãe Fora da Caixa

Thaís Vilarinho falou sobre maternidade em tom leve e descontraído com magistradas e servidoras

Logo na abertura do talk show, conduzido pela diretora do Centro de Comunicação Social (Cecom/TJTO), Paula Bittencourt, a autora Thaís Vilarinho respondeu à pergunta que dá nome ao seu trabalho: afinal, o que é ser uma mãe fora da caixa?

“É romper com os padrões da maternidade perfeita, se libertar da culpa e entender que existe uma mulher além da mãe. Somos mães, mas também mulheres, amigas, profissionais e pessoas com desejos e necessidades. E quanto mais vivas estamos como mulheres, melhores conseguimos ser como mães”, afirmou.

Durante a conversa, a jornalista Betânia Sousa abordou um dos conceitos mais conhecidos dos textos da autora: a “máscara de oxigênio”. Com leveza e profundidade, Thaís explicou a metáfora que se tornou símbolo do autocuidado materno.

“A mãe sempre pensa primeiro nos filhos, mas existe uma coisa muito importante: para cuidar do outro, precisamos estar minimamente bem. Colocar a máscara de oxigênio em si mesma significa entender que cuidar de si não é egoísmo, é necessidade”, destacou.

Os relatos compartilhados ao longo da tarde transformaram o encontro em um espaço de acolhimento coletivo. Entre lágrimas, risos e reflexões, mães dividiram dores, aprendizados e a busca diária por equilíbrio em meio às múltiplas jornadas.

Eugênia Arantes, mãe de quatro filhas, uma delas já falecida compartilhou suas vivências

“A gente precisa viver, conversar mais, construir vínculos verdadeiros, porque nossos filhos cobram isso quando crescem. Não é simples, é uma caminhada. Minhas filhas são oportunidades de aprendizado todos os dias”, emocionou-se Eugênia Arantes, mãe de quatro filhas, uma delas já falecida.

Servidora há 28 anos, Luciane Prado apresentou fatos inusitados da maternidade real

Com 28 anos de atuação no Judiciário tocantinense, a servidora Luciane Prado também compartilhou sua experiência como mãe de três filhos. “Quando entrei no Judiciário, meu caçula tinha apenas um ano. E uma coisa eu aprendi: nossos filhos ficam felizes quando percebem que nós também estamos felizes”, afirmou.

Confira as fotos das servidoras Mães Fora da Caixa neste link

Sobre a autora

Autora de oito livros e seguida por mais de 1,2 milhão de pessoas nas redes sociais, Thaís Vilarinho transformou Mãe Fora da Caixa em um dos principais movimentos sobre maternidade real no país. A obra inspirou uma peça de teatro e ganhou adaptação para o cinema em 2025, dirigida por Manuh Fontes e estrelada por Miá Mello e Danton Mello.

Fonoaudióloga de formação e mãe de Matheus e Thomás, Thaís começou a escrever sobre maternidade após perceber a necessidade de falar sobre o lado real da experiência materna — longe da idealização e mais próximo da vida como ela acontece. Desde então, seus textos passaram a acolher milhares de mulheres que encontraram, nas palavras da autora, identificação, afeto e pertencimento.

 

⏹MACRODESAFIO
Fortalecimento da Relação Institucional do Poder Judiciário com a Sociedade


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