Justiça manda a júri popular dupla acusada de matar jovem de 19 anos em show de motos no parque de exposições de Miracema

Detalhe da fachada do prédio do Fórum de Miracema com placa na cor branca e letreiro na cor preta com o nome escrito em letras pretas

O juiz Marcello Rodrigues de Ataídes, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Miracema do Tocantins, decidiu que os dois acusados de matar o jovem Eduardo Teodoro Silva Moreira, de 19 anos, durante um show de motociclismo no ano de 2023, enfrentarão o Tribunal do Júri popular.

A decisão de pronúncia, que determina que um crime intencional contra a vida seja julgado por jurados e juradas do Conselho de Sentença, ressalta não haver condenação ou absolvição nesta fase, mas a confirmação de que os indícios são suficientes para ir a julgamento popular.

Segundo o processo, o crime ocorreu na noite de 7 de setembro de 2023, durante um show de motos realizado no Parque de Exposições Agropecuárias da cidade. Os dois réus e um adolescente, que faleceu tempos depois, agiram motivados por disputas de facções rivais ao abordar a vítima, levá-la para trás de um banheiro e executá-la a tiros no tórax, rosto e nuca.

Ao longo do andamento do processo, os dois negaram envolvimento. Um deles alegou que nem estava no local, pois havia se acidentado horas antes, enquanto o outro disse ter ido embora mais cedo do evento.

Na decisão de pronúncia, que atua como uma triagem da legalidade do processo, o juiz rejeitou as justificativas dos réus, ao apontar depoimentos de testemunhas que estavam com a vítima e participaram de reconhecimento fotográfico. As testemunhas indicaram a presença e a ação dos acusados no evento.

O juiz também explicou que a lei manda o processo para os jurados populares sempre que existe a prova de que uma pessoa foi assassinada e sinais claros de quem cometeu o crime, condições para que o caso vá a júri popular. O magistrado ainda manteve as qualificadoras de motivo torpe (desavenças entre organizações criminosas) e recurso que dificultou a defesa da vítima para que o júri popular decida sobre elas.

Os acusados responderam ao processo soltos e o juiz garantiu-lhes o direito de continuarem em liberdade enquanto aguardam a sessão do Tribunal do Júri, que será marcada após decisão sobre eventuais recursos judiciais.

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