Juizado da Infância e Juventude realiza audiências concentradas em unidades socioeducativas do norte do Estado

Divulgação Em uma sala de reuniões, cerca de dez pessoas estão sentadas ao redor de uma mesa retangular durante uma audiência concentrada. Entre os participantes, há magistrados, servidores e representantes da rede de proteção, alguns utilizando notebooks. Ao centro da mesa há uma garrafa térmica, copos e materiais de trabalho. O ambiente é iluminado por luz natural que entra por uma janela à esquerda.

O Juizado Especial da Infância e Juventude de Araguaína (JEINF/TJTO) realizou, nos dias 29 e 30 de junho, audiências concentradas nas unidades socioeducativas da região norte do Tocantins. Ao todo, foram atendidos 17 adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas de internação e semiliberdade.

Com foco na reavaliação das medidas socioeducativas e no fortalecimento da garantia de direitos de adolescentes e jovens em conflito com a lei, as audiências foram realizadas no Centro de Socioeducação de Santa Fé do Araguaia (CSE Norte) e na Unidade de Semiliberdade de Araguaína.

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJTO) acompanhou as audiências que estão previstas na Recomendação nº 98/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e regulamentadas, no âmbito do Poder Judiciário tocantinense, pelo Provimento nº 5/2025 da Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS/TO). 

Benefícios

A iniciativa possibilita a reavaliação periódica da situação processual de cada adolescente, a verificação do cumprimento do Plano Individual de Atendimento (PIA) e da necessidade de novos encaminhamentos voltados ao fortalecimento dos vínculos familiares, ao acesso às políticas públicas e à construção de oportunidades de reinserção social.

Para a juíza titular do Juizado Especial da Infância e Juventude de Araguaína, Julianne Marques, as audiências concentradas representam um importante momento para fortalecer a atuação integrada da rede de proteção de Araguaína e região, além de acolher as famílias, ouvir os adolescentes e analisar, de forma individualizada, a realidade de cada um.

“Esse trabalho conjunto reafirma o compromisso do Poder Judiciário com uma responsabilização de caráter socioeducativo, pautada no respeito aos direitos fundamentais e na construção de oportunidades concretas para a reintegração social dos adolescentes”, destacou a magistrada.

O chefe da unidade socioeducativa, Francivaldo de Sousa Lima, ressaltou que as audiências representam um momento fundamental para a avaliação da trajetória de cada adolescente durante o cumprimento da medida socioeducativa.

“A atuação integrada de todos os envolvidos é fundamental para que o processo socioeducativo alcance resultados positivos e contribua para a construção de novos projetos de vida”, afirmou.

Participaram das audiências representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública Estadual, das equipes técnicas das unidades socioeducativas, adolescentes e seus familiares, além do Conselho Tutelar, dos Programas de Execução de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, da equipe multidisciplinar do Grupo Gestor das Equipes Multidisciplinares (GGEM) e do representante da Justiça Restaurativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).




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